UE anuncia novas restrições comerciais contra produtos da China
Bloco europeu mira setores estratégicos e amplia salvaguardas para reduzir déficit comercial com Pequim.
Foto: Reprodução
A Comissão Europeia anunciou nesta sexta-feira (16) que proporá novas restrições às importações provenientes da China, ampliando as medidas de salvaguarda para além do setor automotivo. A decisão busca mitigar o déficit comercial do bloco com o país asiático, que atualmente supera a marca de 1 bilhão de euros por dia.
Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, as novas ações devem se concentrar em setores estratégicos como produtos químicos, plásticos e ferroligas. A iniciativa complementa um acordo recente que limitou a entrada de veículos híbridos chineses no mercado europeu a 350 mil unidades por ano, com vigência prevista para 1º de dezembro de 2026.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a necessidade de intervenção imediata. "Nossas indústrias pediram medidas, nós as ouvimos e vamos responder, incluindo mais algumas medidas de salvaguarda", afirmou. Como próximos passos, o bloco desenvolverá um instrumento de ação rápida para restringir o acesso ao mercado único e apresentará, em dezembro de 2026, uma proposta para reduzir a dependência europeia de fornecedores únicos de suprimentos críticos.
O movimento reflete o apoio dos líderes europeus a um documento franco-alemão publicado em setembro de 2026. O texto defende o fortalecimento da economia do bloco por meio de mecanismos ágeis de retaliação contra práticas comerciais que prejudiquem a competitividade da União Europeia.
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