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TSE alerta: PL não poderá usar imagem de Bolsonaro em campanhas

TSE reitera proibição de uso da imagem de Bolsonaro em propagandas do PL, independentemente de decisões sobre IA.

Not Journal 13 Aug 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Ministros da Corte Eleitoral reforçam que, independentemente do resultado de julgamentos sobre o uso de inteligência artificial, a utilização da figura do ex-presidente em propagandas partidárias é vedada. A decisão visa coibir práticas que possam desvirtuar o processo democrático.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu um alerta claro aos representantes do Partido Liberal (PL) sobre a impossibilidade de utilizar a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em suas campanhas eleitorais, independentemente do desfecho de discussões acerca do uso de inteligência artificial (IA) na propaganda política. A orientação, destacada por ministros da Corte, visa garantir a lisura do pleito e evitar a exploração indevida da figura pública do ex-chefe do Executivo, que atualmente se encontra em regime de prisão domiciliar.

A manifestação do TSE surge em um contexto de crescente debate sobre os limites da propaganda eleitoral e a aplicação de novas tecnologias. Recentemente, o Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma representação no TSE contestando a defesa apresentada pelo PL em relação ao uso de IA em convenções partidárias. O caso em questão envolve um vídeo divulgado em convenção do PL que simulava a fala de Jair Bolsonaro, declarando estar "preso e calado por uma decisão arbitrária". A defesa do PL, segundo informações, alegou que não seria possível proibir o uso da ferramenta de IA e que seria necessária a comprovação de intenção de enganar o eleitor.

No entanto, os ministros do TSE parecem ter uma posição consolidada sobre a vedação da utilização de imagens e falas de candidatos que não estão aptos a participar do processo eleitoral. A legislação eleitoral brasileira estabelece regras claras sobre a propaganda e a participação de indivíduos nos pleitos, e a situação de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, o impede de figurar como candidato ou de ter sua imagem utilizada de forma a influenciar o eleitorado.

A preocupação do TSE com o uso de IA em campanhas é multifacetada. Além da questão da veracidade das informações e da potencial manipulação da opinião pública, o tribunal também busca evitar que figuras públicas, mesmo que impedidas de concorrer, sejam utilizadas como "palanque" virtual para alavancar candidaturas. A utilização da imagem de Bolsonaro, mesmo que em formato gerado por IA, pode ser interpretada como uma tentativa de transferir capital político e influência para os candidatos do PL, o que seria vedado pela legislação.

O caso de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência e filho do ex-presidente, também tem gerado repercussão. Recentemente, o senador divulgou seus diplomas acadêmicos nas redes sociais após o G1 revelar que perfis oficiais indicavam uma pós-graduação que ele não teria realizado. A equipe de campanha do senador justificou as informações incorretas como "equívocos", atribuindo a cópia de dados de fontes como a Wikipédia. Embora este episódio trate de questões de qualificação e não diretamente do uso de IA ou da imagem do ex-presidente, ele reflete um ambiente de escrutínio sobre as práticas de comunicação e a veracidade das informações divulgadas por figuras ligadas ao PL.

A decisão do TSE de reforçar a proibição do uso da imagem de Bolsonaro em campanhas, independentemente do julgamento sobre IA, sinaliza um entendimento de que certas condutas são inaceitáveis sob qualquer circunstância. A Corte busca, com isso, estabelecer um precedente claro e evitar que o debate sobre a inteligência artificial se torne uma brecha para burlar as regras eleitorais. A expectativa é que, com essa orientação firme, os partidos e candidatos se atentem às normas e evitem medidas que possam comprometer a integridade do processo democrático. O tribunal reafirma seu papel de guardião da democracia, zelando pela igualdade de condições entre os concorrentes e pela transparência nas campanhas.

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