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Trump amplia tarifas sobre exportações brasileiras

Nova sobretaxa de 12,5% sobre exportações brasileiras e de outros 59 países entra em vigor, reflexo de investigação sobre práticas comerciais.

Not Journal 24 Jul 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Nova sobretaxa de 12,5% entra em vigor nesta sexta-feira (24) e afeta 59 países; medida é resultado de investigação sobre práticas comerciais.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou a imposição de uma nova tarifa de 12,5% sobre uma gama de produtos exportados pelo Brasil e por outros 59 países. A medida, que entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington, é um desdobramento de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração teria concluído que os países listados adotam práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses americanos.

A decisão representa um novo capítulo na política comercial do governo Trump, que tem se caracterizado por uma postura mais protecionista e pela imposição de barreiras tarifárias a parceiros comerciais. A nova sobretaxa se soma a outras cobranças já implementadas anteriormente, intensificando o impacto sobre o fluxo de comércio bilateral. A lista completa de países afetados ainda não foi detalhada publicamente, mas o Brasil figura entre as nações que terão suas exportações impactadas.

A investigação que fundamenta a nova tarifa foi iniciada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, um dispositivo que permite ao presidente impor retaliações a países que considera praticarem comércio desleal ou que prejudiquem a indústria americana. Os resultados dessa apuração, que culminaram na decisão de aplicar a sobretaxa, foram divulgados nesta quinta-feira (23). A justificativa oficial aponta para práticas comerciais que, segundo o governo americano, não são equitativas.

Para o Brasil, a nova tarifa de 12,5% representa um desafio adicional para suas exportações. O país já vinha lidando com um cenário de incertezas no comércio internacional, e a imposição de novas barreiras pode afetar a competitividade de diversos setores. A medida pode levar a uma reavaliação das estratégias de exportação por parte das empresas brasileiras, que podem buscar novos mercados ou tentar absorver parte do custo adicional para manter sua presença no mercado americano.

O contexto econômico global, marcado por tensões comerciais e pela busca por reequilíbrio nas relações bilaterais, torna a decisão ainda mais relevante. A imposição de tarifas é uma ferramenta frequentemente utilizada em negociações comerciais, mas que também pode gerar efeitos colaterais, como o aumento de preços para consumidores e a potencial redução do volume de negócios. A cronologia da medida, com sua entrada em vigor imediata, sugere um movimento estratégico para pressionar os países afetados a ajustarem suas políticas comerciais.

Em paralelo a essas movimentações no cenário internacional, o cenário econômico interno brasileiro também apresenta suas próprias dinâmicas. Na esfera tributária, por exemplo, a Receita Federal abriu nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026. Um montante de R$ 4,61 bilhões será pago a 2,74 milhões de contribuintes, evidenciando a importância da gestão fiscal e da movimentação de recursos dentro do país, mesmo em meio a pressões externas.

Ainda que não diretamente relacionada às tarifas impostas pelos EUA, a notícia sobre a restituição do Imposto de Renda demonstra a complexidade do ambiente econômico, onde questões internas e externas se entrelaçam. A capacidade de adaptação das empresas brasileiras e a resposta do governo diante das novas tarifas serão cruciais para mitigar os impactos negativos e buscar oportunidades em um cenário comercial cada vez mais desafiador. A análise aprofundada dos produtos específicos que serão afetados e o impacto em cadeias produtivas específicas serão determinantes para entender a real dimensão dessa nova política tarifária.

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