Susep decreta liquidação da Infinite Seguradora
Autarquia aponta má gestão e risco aos segurados como motivos para a medida extrema.
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Superintendência identificou graves irregularidades na gestão da empresa.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) decretou a liquidação extrajudicial da Seguradora Infinite, conforme divulgado nesta terça-feira, 19 de maio de 2026. A medida foi motivada pela constatação de diversas irregularidades na gestão da companhia, comprometendo sua saúde financeira e colocando em risco os interesses dos segurados.
A decisão da Susep, órgão responsável pela supervisão e fiscalização do mercado de seguros no Brasil, representa um duro golpe para o setor e levanta questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de controle e compliance das seguradoras. A Infinite Seguradora, que atuava em diversos ramos, incluindo seguros de vida e previdência, já vinha sendo monitorada de perto pela autarquia devido a indícios de má gestão e descumprimento de normas regulatórias.
Entre as irregularidades identificadas pela Susep, destacam-se problemas de solvência, insuficiência de reservas técnicas para garantir o pagamento de indenizações, e falhas nos controles internos. A situação se agravou nos últimos meses, culminando na decretação da liquidação extrajudicial, medida extrema que visa proteger os segurados e credores da empresa.
Com a liquidação, a Susep nomeará um liquidante responsável por administrar a massa falida da Infinite Seguradora e realizar o levantamento de ativos e passivos. O objetivo é apurar o patrimônio da empresa e definir a forma de pagamento das dívidas, priorizando os segurados que possuem créditos a receber.
A decretação da liquidação da Infinite Seguradora ocorre em um momento de crescente preocupação com a segurança e a estabilidade do sistema financeiro nacional. O Banco Central (BC) tem intensificado as medidas para reforçar a segurança do Pix e do Sistema Financeiro Nacional (SFN), conforme anunciado recentemente pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, durante audiência no Senado Federal. As ações incluem o desenvolvimento de novas regras e tecnologias para combater fraudes e fortalecer a resiliência do sistema.
Além disso, o mercado financeiro brasileiro tem passado por transformações significativas, com a chegada de novas tecnologias e a ascensão das fintechs. A B3, a bolsa de valores brasileira, anunciou a nomeação de Christian Egan, ex-Santander, como seu novo CEO, em um movimento que sinaliza a busca por inovação e adaptação às novas demandas do mercado.
A liquidação da Infinite Seguradora serve como um alerta para a necessidade de fortalecer a supervisão e a fiscalização do mercado de seguros, garantindo a proteção dos consumidores e a solidez do sistema financeiro. A Susep deverá intensificar suas ações de monitoramento e controle, a fim de evitar que outras empresas do setor enfrentem problemas semelhantes.
Os segurados da Infinite Seguradora devem procurar a Susep para obter informações sobre como proceder para receber seus créditos. A autarquia disponibilizará canais de atendimento para orientar os consumidores e esclarecer dúvidas sobre o processo de liquidação. A expectativa é que o processo seja conduzido de forma transparente e eficiente, garantindo o pagamento dos segurados no menor tempo possível.
A liquidação da Infinite Seguradora representa um revés para o mercado de seguros, mas também uma oportunidade para aprimorar os mecanismos de controle e supervisão, fortalecendo a confiança dos consumidores e a estabilidade do sistema financeiro. A Susep e o Banco Central têm um papel fundamental nesse processo, atuando de forma proativa para garantir a segurança e a solidez do mercado.