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Startup HEMPOWER aposta em blocos feitos com planta milenar para construir um novo futuro

Enquanto o debate global sobre sustentabilidade avança, uma startup brasileira silenciosamente está construindo as bases de uma nova indústria.

Lucas Aranha • • 2 min de leitura
Rodrigo Segamarchi

Rodrigo Segamarchi

Tijolo por tijolo, o Brasil entra na era do cânhamo

Enquanto o debate global sobre sustentabilidade avança, uma startup brasileira silenciosamente está construindo as bases de uma nova indústria.

Fundada há menos de dois anos, a HEMPOWER se consolidou como a principal voz sobre o uso de cânhamo industrial na construção civil no Brasil — uma pauta que mistura inovação, impacto ambiental positivo e uma indústria com potencial bilionário.

À frente da empreitada está Rodrigo Segamarchi, engenheiro civil pela UNESP e mestre em Smart Cities por uma universidade francesa. Ele carrega no currículo mais de seis anos de atuação no ecossistema da cannabis, e desde 2021 tem dedicado sua carreira à missão de transformar o cânhamo em pilar estratégico da construção civil brasileira.


A proposta da HEMPOWER vai muito além do produto. A empresa se posiciona como a única plataforma educativa dedicada ao cânhamo industrial na construção, disseminando conhecimento técnico e dados de mercado por meio de seu perfil no Instagram e participações em eventos de peso — como a ExpoCannabis Brasil, onde foi a primeira a erguer uma parede de concreto de cânhamo em território nacional.

O “concreto de cânhamo” é feito com fibras vegetais de alta resistência e apresenta vantagens que o tornam um possível game-changer do setor: é leve, isolante térmico e acústico, resistente ao fogo e à umidade, além de biodegradável e com pegada de carbono positiva. Isso significa que ele captura mais CO₂ do que emite — um trunfo em tempos de crise climática.


Mais do que tecnologia, a HEMPOWER tem buscado diálogo direto com o setor público. Já participou de audiências regulatórias e tem contribuído para a construção do marco legal que deve autorizar o cultivo do cânhamo no Brasil ainda este ano, segundo previsão da própria Anvisa.

Globalmente, o mercado de cânhamo industrial movimentou US$ 5,6 bilhões em 2024 e deve crescer a taxas superiores a 16% ao ano até 2033. Por aqui, a consultoria Kaya Mind estima que o cânhamo possa gerar R$ 4,9 bilhões por ano, apenas no quarto ano após a regulamentação.

A HEMPOWER aposta que o Brasil pode ser protagonista — não só como consumidor, mas como produtor, regulador e exportador de soluções verdes para a construção civil. “Estamos transformando o setor bloco por bloco”, diz Rodrigo. E o mercado começa, finalmente, a escutar.

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