Setor financeiro usa IA e Open Finance para prever calotes
Tecnologias combinadas buscam prever riscos e reduzir perdas bilionárias com calotes de empresas no país.
Camila Abdelmalack/Serasa Experian | (divulgação)
Com 9,2 milhões de empresas inadimplentes no Brasil, instituições financeiras buscam novas tecnologias para antecipar riscos de crédito e evitar prejuízos bilionários.
Para enfrentar o cenário de estresse de caixa no ambiente corporativo, bancos e fintechs estão combinando o uso de Open Finance e Inteligência Artificial (IA). A estratégia visa ir além das consultas tradicionais aos birôs de crédito, permitindo acessar dados mais granulares, como o fluxo de boletos, para processar essas informações e obter uma visão precisa da saúde financeira do tomador antes da concessão do empréstimo. Empresas como Núclea e Klavi já atuam no fornecimento desse tipo de tecnologia.
A busca por alternativas de análise ocorre em um momento crítico. Dados referentes a julho de 2026 mostram que o país possui 9,2 milhões de CNPJs com contas negativadas, acumulando um montante total de dívidas que chega a R$ 238,6 bilhões. A inadimplência não afeta apenas os empréstimos bancários, mas também atinge fornecedores e prestadores de serviços, evidenciando dificuldades operacionais generalizadas.
As micro e pequenas empresas (MPEs) representam a parcela mais vulnerável deste cenário. Desse total de inadimplentes, 8,7 milhões são MPEs, que registram uma dívida média de R$ 23.574,33 por empresa. O perfil médio desse grupo aponta para um elevado nível de comprometimento financeiro, com cerca de 6,9 contas negativadas por CNPJ, o que reforça a urgência do mercado em aprimorar seus modelos de avaliação de risco.
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