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Quando o US Open vira passarela: moda, marketing e cultura se encontram

O US Open deixou de ser apenas um grande palco esportivo. Transformou-se, nos últimos anos, em uma plataforma cultural onde marcas de luxo, moda e lifestyle se entrelaçam para criar experiências, e narrativas, que vão muito além das quadras.

Marcela Rezende 29 Aug 2025
US Open

US Open

Design em movimento: a moda como performance

Na edição de 2025, Naomi Osaka não apenas competiu, atuou. Ela surgiu em quadra com um vestido da Nike adornado por cristais, acompanhado de acessórios exuberantes como o bonequinho Labubu bordado e fones cravejados, todos criados pela A‑Morir. O look, vibrante e maximalista, não era apenas visual; era um statement de moda-sport e performance artística.

Enquanto isso, o circuito masculino vem recebendo atenção no mundo fashion: o ATP firmou parcerias com estilistas como Mobolaji Dawodu, produziu editoriais com Frances Tiafoe, Alex de Minaur e Holger Rune em marcas contemporâneas, e planeja quadruplicar seu orçamento de moda em 2026.

Hospitalidade como elo de branding

No centro da cena fashion está Ralph Lauren, que celebra seu 20º ano como “Official Outfitter” do torneio com uma suíte de hospitalidade concebida como um refúgio de quiet luxury: móveis de couro e latão, arte com reminiscências equestres e coquetéis assinados como “Courtside Spritz” .

Merchandising elevado: quando fan opens walls to fashion

A GQ destaca que o merchandising oficial do US Open conquistou status fashion: colaborações com Polo Ralph Lauren, drops com Palmes, Adidas x Y‑3 integrando arte japonesa e projetos de tenniswear da Vuori com Jack Draper geram coleções desejadas pelo público mais engajado

O que une moda e o torneio em uma simbiose estratégica

1- Transformação da marca, e do evento, em lifestyle
O US Open não vende só partidas, mas uma estética: o palco para a moda que se veste, se comunica e se fotografa, com a quadra como fundo.

2- Moda como narrativa cultural
O protagonismo de Osaka não é um caso isolado; é o reflexo de uma cultura esportiva que incorpora storytelling visual e estilo como extensões da performance.

3- Hospitalidade com propósito de marca
Os espaços de Ralph Lauren, e outras ativações, são cenários imaginários de quiet luxury: elegância sem ostentação, detalhes que carregam herança e identidade.

4- Experiência de consumo elevando o merchandise a objeto de desejo
Não é apenas shopping: é curadoria. Cada linha de vestuário é cuidadosamente pensada para dialogar com a herança tradicional do torneio ou com a estética contemporânea do streetwear de luxo.

O US Open não é mais apenas sobre quem domina a quadra, é sobre quem redefine a experiência do espectador. Em um movimento que mescla luxo, cultura pop e performance visual, marcas de moda e lifestyle encontram no torneio o espaço ideal para criar conexões emocionais e culturais. Os looks, lounges e peças vendidas ali contam histórias de elegância e inteligência estratégica, e nos convidam a ver o esporte por um novo prisma.


Escrito por Marcela Rezende, colunista e parceira da Not Journal, que trará conteúdos sobre marketing, branding e lifestyle.

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