Promessa de corte fiscal de R$ 200 bi gera ceticismo no mercado
Promessa de corte de gastos bilionário é vista como inviável por especialistas sem afetar áreas essenciais.
(Reprodução/Correio Braziliense Economia)
O principal alvo das críticas é a promessa de um corte de R$ 200 bilhões nas contas públicas, medida considerada inviável a curto prazo sem afetar áreas sensíveis ou exigir alterações na Constituição.
Analistas apontam que o próximo governo enfrentará um desafio fiscal severo, exigindo ações concretas para evitar um colapso orçamentário em 2027. O obstáculo central para grandes reduções de gastos é a rigidez do orçamento federal, que tem cerca de 90% de seu total comprometido com despesas obrigatórias, como Previdência, Benefício de Prestação Continuada (BPC), salários de servidores e programas sociais.
As campanhas apresentam abordagens distintas para lidar com o rombo. Enquanto Lula defende um ajuste gradual ao longo de quatro anos, mantendo as regras do arcabouço fiscal vigente e focando no crescimento econômico, a equipe de Flávio Bolsonaro, liderada pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, sinaliza a possibilidade de cortes de até R$ 200 bilhões. A estratégia do candidato do PL aposta na redução da estrutura estatal e no combate a privilégios.
A viabilidade matemática dessas promessas, no entanto, é amplamente questionada.
A expectativa do setor financeiro é que o detalhamento real das medidas econômicas ocorra apenas após o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A especialista ressalta que o que foi apresentado até o momento não tem chance de avançar na prática, restando ao mercado aguardar a definição das urnas para conhecer os planos concretos de ajuste.
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