Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, encerra contrato de R$ 565 milhões de empresa após funcionário criticar Charlie Kirk
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou a rescisão do contrato de R$ 565,3 milhões com a Sustenidos, responsável pela gestão do Complexo Theatro Municipal desde 2021.
Ricardo Nunes
Decisão foi anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes e dá prazo de 15 dias para recurso.
A decisão ocorre após apontamentos de irregularidades pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), pedido de 28 vereadores e recusa da empresa em demitir funcionário que publicou mensagem considerada incentivadora de violência.
"Foi a Gota d’Água", Diz Prefeito
Segundo Nunes, a decisão de rescindir o contrato foi motivada pela recusa da empresa em desligar o funcionário Pedro Guida, que postou, após o assassinato de Charlie Kirk, a mensagem: “não se deve chorar por trumpista”, comparando-o a nazistas. A Prefeitura considerou o conteúdo como apologia à violência.
"O funcionário não foi demitido, e a empresa pactuou com esse comportamento", disse Nunes.
TCM Aponta Falhas na Licitação
O Tribunal de Contas do Município detectou irregularidades no processo de licitação, incluindo pontuação irregular e descumprimento de metas. Na última sexta-feira (19), o TCM exigiu a publicação de um novo edital em até 48 horas. O contrato, que já enfrentava questionamentos desde 2021 por problemas orçamentários e falta de experiência da Sustenidos, agora será encerrado.
Contrato Emergencial e Transição
Para garantir a continuidade das atividades do Theatro Municipal, a Prefeitura firmará um contrato emergencial até que uma nova licitação seja realizada. Ricardo Nunes afirmou que a nova entidade será “séria e que respeite a vida”.
A Secretaria de Cultura e a Fundação Theatro Municipal emitiram nota confirmando a rescisão legal e detalhando um plano de transição para manter as atividades artísticas sem interrupções.
Contexto Político e Cultural
A medida evidencia tensões sobre liberdade de expressão e violência política no país. Até o momento, a Sustenidos não se pronunciou sobre a decisão da Prefeitura.