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Prazo para Receita apresentar cálculo da CBS ao TCU

Fisco tem prazo para apresentar ao TCU como calcular novo imposto sobre consumo, peça-chave da reforma tributária.

Not Journal 20 Aug 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A Receita Federal tem até 14 de setembro para submeter ao Tribunal de Contas da União (TCU) a proposta de cálculo da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A definição é um passo crucial para a regulamentação da nova tributação, que faz parte da reforma tributária em andamento no país. A expectativa é que a proposta detalhe como a alíquota padrão e as alíquotas reduzidas serão aplicadas, bem como os mecanismos de compensação e ressarcimento.

O prazo estabelecido para a entrega da proposta ao TCU reflete a urgência em avançar com a implementação da reforma tributária. A CBS é um dos pilares da nova estrutura de impostos sobre o consumo, que visa simplificar o sistema atual, unificando tributos federais e estaduais em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual. A criação da CBS, de competência federal, e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre estados e municípios, é o cerne dessa transformação.

A complexidade do cálculo da CBS reside na necessidade de equilibrar a arrecadação federal com a manutenção da competitividade das empresas e o impacto sobre o consumidor final. A alíquota padrão, que deverá incidir sobre a maioria dos bens e serviços, ainda é objeto de debates e estudos. Paralelamente, a definição de alíquotas reduzidas para itens essenciais, como alimentos e medicamentos, é um ponto de atenção para evitar o encarecimento desses produtos e proteger as camadas mais vulneráveis da população. A experiência de outros países com sistemas de IVA demonstra a importância de um planejamento cuidadoso para mitigar efeitos indesejados.

Além da alíquota padrão e das reduzidas, a proposta da Receita Federal deverá abordar os regimes de tributação monofásica, que se aplicam a setores específicos como combustíveis e produtos farmacêuticos, onde o imposto é recolhido em uma única etapa da cadeia produtiva. A forma como esses regimes serão integrados ao novo sistema é fundamental para evitar distorções e garantir a neutralidade do imposto.

Outro ponto de grande relevância é o mecanismo de devolução do imposto. A reforma tributária prevê a criação de um sistema de cashback, que visa retornar parte do valor pago em impostos para famílias de baixa renda. A Receita Federal terá o desafio de detalhar como esse mecanismo funcionará na prática, definindo os critérios de elegibilidade e os canais de distribuição. A transparência e a eficiência na gestão desse programa serão essenciais para que ele cumpra seu objetivo de promover a justiça fiscal.

A entrega da proposta ao TCU não marca o fim do processo, mas sim uma etapa de análise e validação por parte do órgão de controle. O Tribunal de Contas da União terá a responsabilidade de avaliar a adequação da proposta aos princípios da reforma tributária, a sua sustentabilidade financeira e o seu potencial impacto na economia. A partir da análise do TCU, a proposta poderá ser ajustada antes de ser submetida ao Congresso Nacional para aprovação final.

A expectativa é que a nova tributação sobre o consumo, com a CBS e o IBS, traga maior segurança jurídica e previsibilidade para o ambiente de negócios no Brasil. A simplificação do sistema tributário é vista como um fator importante para atrair investimentos e impulsionar o crescimento econômico. No entanto, a transição para o novo modelo exigirá um esforço conjunto de todos os entes federativos e uma comunicação clara com a sociedade para garantir que os benefícios da reforma sejam plenamente alcançados.

A importância da clareza e da precisão na definição das regras tributárias é um tema recorrente em discussões sobre o sistema fiscal brasileiro. A falta de entendimento sobre como os impostos são calculados e aplicados pode gerar insegurança e dificultar o planejamento das empresas. Nesse sentido, a atuação da Receita Federal em apresentar uma proposta detalhada e bem fundamentada é crucial para o sucesso da reforma. A experiência de outros países, como a Bélgica, onde a confirmação de parentesco real de um vendedor de carros gerou repercussão, demonstra como a clareza em processos, mesmo que em contextos distintos, é fundamental para evitar confusões e garantir a credibilidade das instituições. Da mesma forma, a forma como fobias, que representam medos intensos de algo que não representa perigo real, são compreendidas e gerenciadas, pode ser análoga à necessidade de lidar com a complexidade do sistema tributário de forma clara e acessível. A meta é que a CBS seja um imposto compreensível e justo para todos.

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