Pioneira na Câmara morre aos 91 anos em Belém
Pioneira na política, a ex-deputada marcou a história ao ser a primeira mulher a comandar sessões na Câmara, abrindo portas para a representatividade
Foto: Reprodução
A política brasileira lamenta a perda de Lúcia Viveiros, a primeira mulher a presidir sessões na Câmara dos Deputados. A ex-parlamentar faleceu aos 91 anos, em Belém, no Pará, nesta quarta-feira (12 de agosto de 2026). Sua trajetória marcou um avanço significativo na representatividade feminina no Legislativo nacional, abrindo caminhos para futuras gerações de mulheres na política.
Nascida em 1935, Lúcia Viveiros dedicou grande parte de sua vida à vida pública, com um forte compromisso com as causas sociais e a defesa dos direitos dos cidadãos. Sua ascensão ao posto de presidente de sessões na Câmara dos Deputados, um cargo de grande relevância e responsabilidade, representou um marco histórico em 1978, em um período em que a presença feminina nos espaços de poder era ainda incipiente. Sua atuação pautou-se pela seriedade, pela busca de consensos e pelo respeito às instituições democráticas, características que lhe renderam reconhecimento e admiração ao longo de sua carreira.
A atuação de Lúcia Viveiros na Câmara dos Deputados foi marcada por sua habilidade em conduzir debates complexos e em mediar divergências, sempre com o objetivo de avançar na pauta legislativa em benefício da sociedade. Sua capacidade de diálogo e sua firmeza em defender seus princípios foram elementos essenciais para sua longevidade e influência no cenário político. Ao assumir a presidência de sessões, ela não apenas exerceu uma função institucional, mas também enviou uma poderosa mensagem sobre o potencial e a capacidade das mulheres em ocupar e liderar espaços de decisão no país.
O legado de Lúcia Viveiros transcende sua atuação parlamentar. Ela se tornou um símbolo de perseverança e de luta por igualdade, inspirando inúmeras mulheres a ingressarem na vida pública e a buscarem seus espaços de protagonismo. Sua trajetória demonstra que a representatividade é fundamental para a construção de uma democracia mais justa e plural, onde as vozes de todos os segmentos da sociedade sejam ouvidas e consideradas.
A notícia de seu falecimento ocorre em um momento de intensa atividade política no país, com debates acirrados sobre o uso de tecnologias na propaganda eleitoral, como o recente caso envolvendo vídeos de inteligência artificial na campanha de 2026, que gerou manifestações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Paralelamente, o Congresso Nacional tem aprovado pautas relevantes para a saúde pública, como o protocolo para atendimento a doenças cardiovasculares no SUS e a criação do Dia Nacional do Autocuidado, demonstrando a contínua busca por avanços em áreas cruciais para o bem-estar da população.
Neste contexto, a memória de Lúcia Viveiros ressalta a importância da dedicação e do compromisso com o serviço público, valores que ela encarnou em sua trajetória. Sua passagem pela Câmara dos Deputados deixou uma marca indelével, servindo como um farol para as mulheres que aspiram a uma carreira política e para todos que acreditam na força transformadora da representatividade e da participação feminina na construção de um Brasil mais equitativo. A sua ausência será sentida, mas seu exemplo de liderança e sua contribuição para a democracia brasileira permanecerão vivos.