Pular para o conteúdo

PF intima Galípolo, Campos Neto e Esteves em caso Master

PF ouve Galípolo, Campos Neto e outros sobre suposta cooptação de servidores do BC no caso Master

Not Journal 10 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) determinou a intimação de quatro figuras centrais do setor financeiro e do Banco Central (BC) para prestarem depoimento como testemunhas no inquérito que investiga o Banco Master. As intimações, formalizadas em despacho de 3 de agosto de 2026, têm como objetivo esclarecer fatos sobre a fiscalização da instituição financeira.

Os convocados são o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto; o dono do BTG Pactual, André Esteves; e o atual diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino. Como testemunhas, eles têm o dever legal de dizer a verdade. Ainda não há data marcada para os depoimentos, pois os investigadores priorizaram outros interrogatórios na fila do mesmo inquérito.

A investigação faz parte da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenha cooptado servidores do Banco Central. A suspeita é de que esses servidores, especificamente Belline Santana e Paulo Sérgio Souza, tenham recebido propina em troca de informações internas sobre a fiscalização do Master e prestado assessoria informal ao banqueiro.

Os nomes dos intimados foram citados em depoimentos prestados por Paulo Sérgio Souza, ex-diretor adjunto de Supervisão Bancária do BC. Segundo Souza, Galípolo teria resistido a comunicar ao Ministério Público Federal suspeitas identificadas durante a tentativa de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Além disso, relatos apontam que o BTG Pactual teria sido o primeiro a identificar uma suposta fraude de R$ 32 bilhões no Banco Master durante uma auditoria prévia em novembro de 2024.

A defesa de Roberto Campos Neto, representada pelos advogados Pedro Ivo Velloso e Francisco Agosti, declarou que é lamentável o vazamento da informação à imprensa e que, sem acesso ao documento, não tem como confirmar sua existência, autenticidade ou teor. O BTG Pactual informou que não comentará a intimação.

Compartilhar