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Mercados em alta com dados de inflação e Petrobras avança

Inflação abaixo do esperado impulsiona Ibovespa e derruba dólar, com Petrobras e Vale em alta.

Not Journal 10 Jul 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A sessão desta sexta-feira (10 de julho de 2026) apresenta um cenário positivo para os mercados financeiros brasileiros, impulsionado pela divulgação de dados de inflação abaixo do esperado e pelo desempenho de importantes empresas do setor de commodities e construção civil. O Ibovespa opera em forte alta, refletindo a expectativa de um corte na taxa Selic em agosto, enquanto o dólar comercial registra queda.

A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de junho, que veio inferior às projeções do mercado, é o principal catalisador para o otimismo no mercado. Essa leitura reforça a aposta de que o Banco Central poderá dar continuidade ao ciclo de afrouxamento monetário, com um corte na taxa básica de juros já no próximo mês. Setores mais sensíveis à dinâmica dos juros, como o de construção e varejo, apresentam ganhos consistentes ao longo do pregão. Por volta das 11h12, o Ibovespa registrava uma valorização de 2,02%, alcançando os 176.230 pontos. No mesmo horário, o dólar comercial recuava 0,21%, sendo negociado a R$ 5,113 na venda.

No setor de commodities, a Petrobras (PETR3, PETR4) mostra força no pregão. As ações ordinárias e preferenciais da estatal registravam alta, com os papéis preferenciais avançando 0,87% e sendo negociados a R$ 39,85 às 11h11. O bom desempenho da Petrobras se alinha ao movimento positivo das ações da Vale (VALE3), que subiam 1,11% a R$ 73,96. A valorização da mineradora é sustentada pela alta do minério de ferro na Bolsa de Dalian, na China, nesta sexta-feira. A CSN Mineração (CMIN3) também se destaca, com seus papéis em alta de 3,93%, cotados a R$ 5,02.

No segmento de construção civil, a MRV&Co (MRVE3) divulgou a prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26) na noite de quinta-feira. Apesar de vendas e lançamentos terem ficado ligeiramente abaixo das expectativas de alguns analistas, a avaliação geral aponta para um desempenho operacional que, do ponto de vista da geração de caixa, é considerado forte. A XP, por exemplo, destaca que os investidores devem focar na trajetória de geração de caixa da companhia. As vendas líquidas da divisão de incorporação da MRV&Co atingiram R$ 2,75 bilhões no 2T26, representando um crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025. Os lançamentos somaram R$ 2,95 milhões em Valor Geral de Vendas. A expectativa é de que o terceiro trimestre apresente uma performance ainda mais robusta em geração de caixa, impulsionada pela alienação de ativos da Resia, menor volume de vendas via financiamento direto e melhorias na MRV Inc.

Outra empresa do setor de mineração a divulgar resultados preliminares de produção foi a Aura Minerals (B3: AURA33; Nasdaq: AUGO). A companhia anunciou seus resultados do 2º trimestre de 2026 (2T26), referentes à produção de suas seis minas em operação. A produção total no período atingiu 75.437 onças equivalentes de ouro (GEO) a preços correntes, o que representa uma redução de 8% em relação ao trimestre anterior, mas um aumento de 18% quando comparado ao 2T25. A preços constantes, a produção trimestral da Aura caiu 9% em relação ao 1º trimestre de 2026 e cresceu 16% acima do 2T25. As vendas totalizaram 77.764 GEO no 2T26, uma queda de 4% frente ao 1T26, mas um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente pelas melhores vendas em Almas, pela produção comercial em Borborema e pela aquisição.

A notícia da Rumo (RAIL3), outra empresa com forte atuação no setor logístico e de infraestrutura, também pode estar influenciando os mercados, embora os detalhes específicos de sua divulgação não estejam detalhados neste resumo. A empresa, que opera ferrovias e terminais portuários, é um termômetro importante para a atividade econômica e o fluxo de commodities no país.

O fechamento do mercado nesta sexta-feira será acompanhado de perto para avaliar a consolidação das altas e a reação dos investidores aos dados econômicos e aos resultados corporativos divulgados. A continuidade da queda do dólar e a manutenção do otimismo em relação à política monetária brasileira serão fatores cruciais para o desempenho dos ativos nos próximos dias.

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