Liderança na Uber e nova falência da Oi agitam setor de negócios
Executiva da Uber, 33, une gestão e volante para entender a operação e aprimorar a experiência de motoristas e passageiros.
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O cenário corporativo desta terça-feira, 25 de agosto de 2026, é marcado por uma série de contrastes que ilustram a complexidade do mercado atual. De um lado, o noticiário destaca trajetórias inusitadas de liderança no setor de tecnologia e avanços expressivos na indústria aeroespacial brasileira. De outro, o ambiente de negócios reflete os desafios severos de reestruturação financeira em telecomunicações e as manobras estratégicas de reposicionamento de marcas no segmento de bens de consumo. Essas movimentações simultâneas evidenciam como companhias de diferentes portes e nichos lidam com a pressão por resultados e inovação.
No segmento de mobilidade urbana, uma abordagem de gestão tem chamado a atenção do mercado. Aos 33 anos, uma executiva que assumiu o cargo de CEO da Uber mantém uma prática pouco convencional para o alto escalão corporativo: ela continua atuando regularmente como motorista pelo próprio aplicativo. A iniciativa rompe com o distanciamento tradicional entre a diretoria e a base operacional, permitindo que a liderança vivencie na prática as falhas e os acertos do algoritmo, as condições de trabalho dos parceiros e a experiência final dos passageiros. Essa imersão direta no serviço prestado é vista como uma ferramenta valiosa para embasar decisões estratégicas e humanizar a relação da gigante da tecnologia com a chamada economia gig.
Em contrapartida ao dinamismo das plataformas digitais, o setor de telecomunicações enfrenta um de seus capítulos mais dramáticos. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, por decisão unânime, a falência do Grupo Oi. Esta é a segunda vez que a medida é imposta à companhia desde novembro de 2025, quando uma decisão semelhante acabou suspensa após recursos judiciais. A relatora do processo, desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, fundamentou o novo decreto no descumprimento de compromissos essenciais firmados durante a recuperação judicial. Os desembargadores negaram provimento aos recursos impetrados por grandes credores, como os bancos Bradesco e Itaú, consolidando a falência de uma empresa que acumula uma dívida estimada em R$ 44 bilhões e afeta diretamente cerca de 164 mil credores. Novos administradores serão nomeados para conduzir a massa falida.
Enquanto a Oi lida com seu colapso financeiro, a indústria aeroespacial brasileira celebra um marco de inovação tecnológica. A Embraer obteve a certificação tripla para o Phenom 300EV, que acaba de se tornar o primeiro jato leve do mundo autorizado a operar com o sistema Garmin Emergency Autoland. A tecnologia de ponta foi desenvolvida para assumir o controle total da aeronave e realizar um pouso automático seguro caso o piloto sofra alguma incapacitação durante o voo. Além de elevar os padrões de segurança na aviação executiva, o modelo mantém sua liderança em performance, sendo classificado como o jato leve mais veloz e de maior alcance de sua categoria, capaz de atingir velocidades de até 980 km/h e cobrir distâncias de 3.806 quilômetros sem escalas.