Informais adotam Pix, mas crédito segue restrito no Brasil
Pix avança entre informais e MEIs, mas acesso a crédito para capital de giro segue restrito, limitando potencial de negócios.
Foto: Reprodução
A digitalização dos meios de pagamento transformou a rotina de milhões de trabalhadores informais e Microempreendedores Individuais (MEIs) no Brasil, mas a inclusão financeira desse grupo ainda esbarra em uma barreira significativa: a dificuldade de acesso a capital de giro.
Uma análise publicada pelo portal especializado Finsiders Brasil aponta que, embora o Pix tenha se consolidado na base da pirâmide econômica, a oferta de crédito estruturado não acompanhou o mesmo ritmo. A falta de financiamento adequado faz com que esses pequenos negócios operem abaixo de seu verdadeiro potencial econômico.
Historicamente, o setor financeiro tradicional enfrenta obstáculos para avaliar o risco de crédito de profissionais informais e MEIs. Mesmo com a crescente digitalização das operações diárias e o aumento do volume de transações via Pix, as instituições mantêm restrições na concessão de recursos para capital de giro.
O descompasso entre a modernização dos pagamentos e a estagnação do crédito evidencia a necessidade de novos modelos de análise de risco. Superar esse gargalo é apontado como o próximo passo fundamental para garantir uma inclusão financeira completa e impulsionar o desenvolvimento da base empreendedora do país.
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