Inflação oficial recua 0,32% em agosto puxada por conta de luz
Queda de preços impulsionada por energia elétrica e outros setores alivia bolso do consumidor e reforça apostas em corte de juros.
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto de 2026, o recuo mais intenso para o mês desde 2022. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda nos preços foi impulsionada principalmente pelo grupo Habitação, que recuou 1,87%. O movimento reflete a redução de 7,63% na tarifa de energia elétrica residencial, motivada pela aplicação do chamado 'Bônus de Itaipu'. Segundo o IBGE, caso esse bônus não fosse aplicado, o índice geral teria apresentado uma leve alta de 0,01% no período.
Outros setores também contribuíram para o resultado negativo, com destaque para Transportes (-0,86%), Alimentação e bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%). O pesquisador do IBGE, Fernando Gonçalves, destacou a magnitude do recuo. 'A taxa é a menor desde agosto de 2022, tanto para o mês quanto historicamente', afirmou.
Com o desempenho de agosto, a inflação acumulada no ano atingiu 3,11%. No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,22%, mantendo-se dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida, que é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O alívio nos preços ao consumidor ocorre às vésperas de uma nova reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para a próxima semana. O mercado financeiro avalia que a deflação reforça as expectativas de um corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros, a Selic.