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Indonésia além do óbvio

De Bali a Gili Trawangan, passando por Ubud e Uluwatu, a viagem surpreende com espiritualidade, festas à beira-mar e aprendizados inesperados — tudo sob céu azul e energia vibrante.

Sofia de Vasconcellos 16 Jul 2025
Indonésia além das praias: um roteiro real que mistura paisagens surreais e choque cultural

Indonésia além das praias: um roteiro real que mistura paisagens surreais e choque cultural

Um roteiro real por Seminyak, Ubud, Gili Trawangan e Uluwatu

A primeira motivação veio das paisagens — principalmente das praias, com a cor da água chamando atenção logo de início. Mas o que parecia ser apenas uma viagem estética acabou revelando um contato inesperado com uma cultura completamente diferente.

“O que mais me atraiu antes de ir realmente foram as paisagens, principalmente das praias, a cor da água das praias. E o que mais me surpreendeu depois que eu voltei é a cultura da Indonésia, que é muito diferente.”

A viagem aconteceu entre junho e julho, meses marcados pela estação seca na Indonésia. Céu limpo e calor constante acompanharam o roteiro, salvo por um único dia de chuva — o suficiente para travar todos os planos.

“Teve um dia que a gente pegou chuva lá e não deu pra fazer nada do que tínhamos planejado durante o dia.”

O roteiro foi dividido em quatro paradas: dois dias em Seminyak, três em Ubud, dois em Gili Trawangan e dois em Uluwatu.

“Acabou faltando um pouco. A gente achou que poderia ter ficado mais tempo para conhecer melhor cada um dos lugares.”

Cada cidade entrou na programação por um motivo. Ubud, considerada o coração espiritual de Bali, atrai pelas paisagens ligadas ao bem-estar: templos, arrozais e atividades contemplativas. Gili Trawangan foi escolhida por ser a maior entre as três ilhas da região de Lombok — e por atrair um público mais jovem, com praias de areia clara e mar transparente.

“As praias de lá são simplesmente surreais.”

Uluwatu fechou o roteiro com sua combinação de falésias, beach clubs, praias boas para surfe e uma cena social animada.

“É tipo São Paulo versão praia… com bastante festa e restaurante.”

O único destino que decepcionou foi Seminyak. A cidade entrou na rota pelo centrinho comercial e pelas lojinhas, mas acabou sendo ofuscada pelos outros locais.

“A gente encontrou as mesmas coisas nos outros lugares. E as paisagens de Seminyak não eram tão bonitas.”

Canggu, por outro lado, acabou ficando de fora — e foi um arrependimento. Com uma cena jovem e contemporânea, é o tipo de lugar que atrai quem busca uma Bali menos turística, com cafés autorais, beach clubs, estúdios de yoga e uma comunidade mais conectada.

As hospedagens foram um acerto absoluto. The Island Houses, em Seminyak, abriu a jornada. Em Ubud, o charme discreto do Pondok Tamiu. No paraíso de Gili Trawangan, a escolha foi o Vila Ombak. E em Uluwatu, o Le Grande Bali encerrou o roteiro.

“Sem dúvidas eu escolheria as mesmas hospedagens. Não mudaria nada.”

A locomoção também funcionou bem. Scooters em Bali, bicicletas em Gili, caminhadas em Ubud — tudo muito prático, desde que a hospedagem esteja próxima dos centros.

A surpresa mais marcante foi o contraste cultural. Apesar da viagem não ter contado com experiências espirituais mais profundas — por uma questão de restrição cultural em templos durante o período menstrual — o contato, ainda que limitado, com as crenças e tradições locais trouxe novas perspectivas.

“Eu estava no meu período menstrual e, pela cultura deles, mulheres nesse período não podem participar de nenhuma cerimônia.”

Na culinária, os destaques ficaram para o Pad Thai, o Fried Rice e o Fried Noodles. A comida de rua acabou ficando de fora por precaução:

“A gente tava com medo da Bali Belly… preferimos não arriscar comida de rua.”

À noite, Bali pulsa de outro jeito. Os beach clubs e restaurantes viram pista de dança, embalados por turistas do mundo todo.

“A energia noturna lá é muito animada. Todo mundo tá na mesma vibe, querendo festejar até tarde.”

“Você não vê muito balinês na festa. São os turistas que fazem.”

A viagem começou com a expectativa de praias bonitas e terminou superando o que se imaginava. Mesmo sem grandes imersões culturais, estar em contato com um estilo de vida tão distinto fez a experiência valer cada dia. É o tipo de roteiro que dá vontade de repetir — com mais tempo, mais calma e outros olhos.

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