Inadimplência ofusca Desenrola e provisões bancárias sobem 23%
Apesar de renegociações bilionárias, provisões para créditos duvidosos avançam 23% no 2º trimestre, indicando persistente endividamento familiar.
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O volume de bilhões de reais renegociados por meio do programa Novo Desenrola Brasil não foi suficiente para frear a deterioração das carteiras de crédito. No segundo trimestre de 2026, as provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) das instituições financeiras registraram um avanço de 23%.
Os balanços do período de abril a junho mostram que o impacto positivo do programa governamental acabou diluído diante do cenário de alto endividamento das famílias. O Novo Desenrola, anunciado em maio pelo Ministério da Fazenda, focou em dívidas com atrasos entre 91 e 720 dias, oferecendo descontos de 30% a 90% e juros limitados a 1,99% ao mês.
A iniciativa abrangeu famílias com renda de até cinco salários mínimos, estudantes com débitos no Fies, além de micro e pequenas empresas e produtores rurais. O prazo de adesão a esta fase, apelidada de Desenrola 2.0, encerrou-se no último dia 31 de agosto, sem previsão atual de novas prorrogações.
Apesar do esforço conjunto entre governo, bancos e fintechs para a recuperação de crédito, os números do segundo trimestre evidenciam que o ritmo de degradação geral das carteiras ainda supera os efeitos das renegociações pontuais.