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IGP-M desacelera em junho com alívio em combustíveis

Desaceleração do índice em junho é puxada pela queda em combustíveis e commodities, aliviando pressões inflacionárias.

Not Journal 29 Jun 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Índice de preços registra queda de 0,50% no mês, impulsionado pela redução nos custos de combustíveis, café e outras commodities, sinalizando um respiro para a economia.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou uma desaceleração significativa em junho, registrando uma queda de 0,50%. O recuo foi amplamente influenciado pela diminuição nos preços de combustíveis, café e outras commodities, conforme dados divulgados pelo Correio Braziliense Economia. Essa variação positiva para o bolso do consumidor e para a atividade econômica ocorre em um cenário de diversas iniciativas governamentais voltadas para a estabilidade e o fomento do mercado.

A redução nos preços dos combustíveis, um dos principais componentes do IGP-M, tem sido um fator relevante na contenção inflacionária. Recentemente, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.372, que abriu um crédito extraordinário de R$ 550 milhões. Esses recursos são destinados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para financiar a subvenção econômica à importação de óleo diesel de uso rodoviário. Essa medida visa garantir a oferta e estabilizar os preços do combustível, impactando diretamente o custo de transporte e, consequentemente, os preços de uma vasta gama de produtos e serviços. A ação demonstra um esforço contínuo para mitigar pressões inflacionárias originadas no setor energético.

Além dos combustíveis, a queda nos preços de commodities como o café também contribuiu para o desempenho favorável do IGP-M em junho. A produção agrícola, influenciada por fatores climáticos e pela dinâmica do mercado internacional, tem apresentado variações que se refletem nos índices de preços. A estabilização ou redução nos custos de matérias-primas essenciais pode ter um efeito cascata positivo em diversos setores da indústria e do comércio.

Em paralelo a essas ações de controle de preços, o governo tem implementado políticas de incentivo ao empreendedorismo e à modernização tecnológica. Um exemplo é a nova linha de crédito do Fies Empreendedor, lançada nesta segunda-feira (29/6). Destinada a egressos adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a iniciativa oferece financiamento de até R$ 180 mil com juros reduzidos de 0,87% ao mês para pessoas jurídicas. O objetivo é estimular a abertura e expansão de negócios, injetando capital e impulsionando a geração de empregos. Essa medida, embora focada em um público específico, reflete uma estratégia mais ampla de fomento à economia produtiva.

Outra iniciativa relevante para o cenário econômico é a regulamentação para lâmpadas e luminárias LED, publicada também nesta segunda-feira (29/6). A primeira regulamentação nacional que estabelece índices mínimos de eficiência energética para essa tecnologia foi divulgada pelo Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Essa medida visa impulsionar a economia de energia, promover a sustentabilidade e modernizar o mercado brasileiro de iluminação. A expectativa é que a adoção de tecnologias mais eficientes resulte em uma redução significativa no consumo de energia elétrica, com potencial para abastecer milhões de residências. A busca por eficiência energética é um pilar fundamental para a sustentabilidade e para a redução de custos a longo prazo, tanto para o setor produtivo quanto para os consumidores.

A queda do IGP-M em junho, portanto, não é um evento isolado, mas sim um reflexo de um conjunto de fatores e políticas que buscam equilibrar a economia. A desaceleração nos preços de itens essenciais como combustíveis e commodities, aliada a iniciativas de fomento ao empreendedorismo e à eficiência energética, sugere um movimento em direção a um ambiente econômico mais estável e propício ao desenvolvimento. Contudo, a análise contínua desses índices e a avaliação do impacto das políticas implementadas serão cruciais para a consolidação de uma trajetória de crescimento sustentável.

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