Notícias 24h no WhatsApp

Assine o Not Journal

Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.

Plano Básico
WhatsApp + Terminal básico
R$19,90 /mês
WhatsApp 24 Horas
Notícias por temas
Terminal Web básico
Começar Agora
Plano Completo
WhatsApp + Terminal Premium
R$299,90 /mês
Tudo do Básico
Terminal Web completo
Análises profissionais
Começar Agora

IA: Risco de "folha de pagamento paralela" preocupa executivo

Executivo da Opah alerta para o risco de custos extras com a adoção sem planejamento da inteligência artificial.

Not Journal 19 Aug 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

João Moressi Júnior, da Opah, alerta para os perigos da adoção indiscriminada da inteligência artificial nas empresas, destacando a necessidade de cautela para evitar a criação de estruturas de custo desnecessárias e ineficientes.

A rápida ascensão da inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo tem gerado um debate acalorado sobre seus reais benefícios e os potenciais riscos. João Moressi Júnior, em declarações recentes, levantou uma preocupação significativa: a possibilidade de a implementação da IA acabar por se transformar em uma "folha de pagamento paralela" para as empresas. A afirmação, publicada pelo Money Report em 19 de agosto de 2026, sinaliza um alerta para gestores e tomadores de decisão que buscam incorporar a tecnologia em seus processos.

A premissa de Moressi Júnior reside na observação de que muitas organizações, na ânsia de se manterem competitivas e de aproveitarem as promessas da IA, podem estar adotando soluções sem uma análise aprofundada de sua real necessidade e impacto. Em vez de otimizar processos e reduzir custos, a introdução desmedida de ferramentas de IA, sem um planejamento estratégico claro, pode resultar em despesas adicionais significativas. Isso ocorre quando a tecnologia é implementada para executar tarefas que já são realizadas por equipes humanas, ou quando a complexidade de sua gestão e manutenção demanda recursos extras, sem um retorno proporcional em eficiência ou produtividade.

O executivo da Opah sugere que o problema não está na IA em si, mas na forma como ela está sendo integrada. A inteligência artificial possui um potencial transformador inegável, capaz de automatizar tarefas repetitivas, analisar grandes volumes de dados, personalizar experiências de clientes e até mesmo auxiliar na tomada de decisões complexas. No entanto, a sua adoção deve ser guiada por uma estratégia bem definida, que identifique os gargalos operacionais e as oportunidades de melhoria onde a IA pode, de fato, agregar valor. Ignorar essa etapa e simplesmente "comprar" soluções de IA pode levar a um cenário onde os custos de licenciamento, implementação, treinamento e manutenção se somam, sem que os benefícios esperados se materializem.

A metáfora da "folha de pagamento paralela" é particularmente pertinente. Ela evoca a ideia de que, em vez de substituir ou complementar de forma eficiente a mão de obra existente, a IA pode acabar criando uma nova camada de custos, semelhante a uma equipe adicional cujas funções não estão claramente definidas ou cujos resultados não justificam o investimento. Isso pode acontecer, por exemplo, quando empresas adquirem softwares de IA para funções que poderiam ser resolvidas com um ajuste nos processos atuais ou com o treinamento de equipes já existentes. A falta de integração com os sistemas legados, a necessidade de especialistas para operar e manter as novas ferramentas, e a curva de aprendizado das equipes podem se somar a um custo total de propriedade que supera os ganhos.

Olhando para o cenário tecnológico de 2026, a discussão sobre a IA ganha ainda mais relevância. Ferramentas de IA generativa, por exemplo, tornaram-se mais acessíveis e poderosas, permitindo a criação de conteúdo, códigos e até mesmo a simulação de interações humanas. Contudo, a sua utilização indiscriminada pode gerar resultados imprecisos ou inadequados, demandando revisão humana e, consequentemente, custos adicionais de validação. A popularidade crescente de emojis, como o 😭, que em 2025 foi o mais utilizado globalmente, segundo levantamento do Google, demonstra a busca por formas de comunicação mais expressivas e, por vezes, simplificadas. No entanto, a comunicação empresarial exige clareza e precisão, e a dependência excessiva de ferramentas de IA sem a devida supervisão pode comprometer essa exigência.

Em um contexto econômico que, em agosto de 2026, via o IGP-M recuar 0,36% na segunda prévia do mês, segundo a FGV, a cautela com novos investimentos se torna ainda mais imperativa. A retração do índice, embora menos intensa que em períodos anteriores, sinaliza um ambiente de preços volátil e a necessidade de otimização de recursos. Nesse cenário, a adoção de tecnologias que não apresentem um retorno claro e mensurável pode se tornar um fardo financeiro insustentável.

A preocupação de João Moressi Júnior também pode ser vista sob a ótica da sustentabilidade e da responsabilidade. Assim como a notícia da BBC sobre os danos ambientais causados por um veículo em um ecossistema na Argentina em agosto de 2026 serve como um lembrete sobre as consequências negativas de ações irresponsáveis e desconsideradas, a implementação apressada e sem critério da IA pode gerar "danos" financeiros e operacionais às empresas. A recuperação desses prejuízos pode ser lenta e custosa.

Portanto, a mensagem central é clara: a inteligência artificial não é uma panaceia, mas uma ferramenta poderosa que exige planejamento estratégico, análise criteriosa e implementação consciente. As empresas pre

Compartilhar