IA no trabalho: uso avança, receio diminui
Estudo aponta que profissionais brasileiros se adaptam à IA no dia a dia, com menor receio de perderem seus empregos para a tecnologia.
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Pesquisa Datafolha revela que ferramentas de inteligência artificial já são parte da rotina de muitos profissionais brasileiros, ao mesmo tempo em que o temor de serem substituídos por máquinas perde força. O cenário aponta para uma adaptação e integração crescente da tecnologia no ambiente corporativo.
O uso de inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho brasileiro tem apresentado uma trajetória ascendente, conforme aponta uma recente pesquisa do Datafolha. O estudo, divulgado em 28 de junho de 2026, indica que uma parcela cada vez maior de profissionais já interage com ferramentas de IA em suas atividades diárias. Paralelamente a essa expansão, observa-se uma diminuição significativa no receio de que essas mesmas tecnologias possam levar à substituição de empregos. Essa dualidade sugere uma mudança na percepção e na dinâmica entre humanos e máquinas no ambiente profissional.
A pesquisa revela que a familiaridade com a IA no contexto laboral não é mais um fenômeno restrito a setores de alta tecnologia. Profissionais de diversas áreas têm incorporado a IA em suas rotinas, seja para otimizar tarefas, analisar dados ou auxiliar na tomada de decisões. Essa adoção generalizada pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo a crescente disponibilidade de ferramentas mais acessíveis e intuitivas, além de um maior entendimento sobre o potencial da IA para aumentar a produtividade e a eficiência. A capacidade de automatizar processos repetitivos e de fornecer insights valiosos a partir de grandes volumes de informação tem se tornado um diferencial competitivo para empresas e trabalhadores.
Contrariando expectativas iniciais, o medo da substituição em massa por robôs e algoritmos parece estar cedendo espaço a uma visão mais pragmática. A pesquisa sugere que os trabalhadores brasileiros estão começando a ver a IA não como uma ameaça direta, mas como uma ferramenta complementar. Essa mudança de perspectiva pode ser influenciada pela própria experiência prática, onde a IA tem se mostrado mais eficaz em auxiliar e aprimorar o trabalho humano, em vez de eliminá-lo por completo. Em vez de temer a obsolescência, muitos parecem estar focados em como podem aprender a utilizar essas novas tecnologias para se tornarem mais valiosos em seus postos de trabalho.
A adaptação a novas tecnologias no ambiente de trabalho é um processo contínuo e, neste contexto, a IA representa um marco importante. A forma como o Japão, por exemplo, evoluiu no futebol, passando de "aluno" a rival do Brasil, demonstra como a assimilação de conhecimento e a adaptação estratégica podem levar a saltos de performance. De maneira análoga, os profissionais brasileiros que abraçam a IA e buscam compreender seu funcionamento e aplicações tendem a se posicionar melhor em um mercado cada vez mais dinâmico e tecnologicamente avançado. A capacidade de aprender e se reinventar diante das inovações é crucial.
É importante notar que, embora o medo de substituição direta possa ter diminuído, a necessidade de requalificação profissional e de desenvolvimento de novas habilidades se torna ainda mais premente. A IA, ao assumir certas tarefas, libera os profissionais para se concentrarem em atividades que exigem criatividade, pensamento crítico, inteligência emocional e habilidades interpessoais – competências que, por enquanto, permanecem essencialmente humanas. A pesquisa do Datafolha, ao indicar um crescimento no uso e uma queda no receio, reforça a ideia de que o futuro do trabalho envolverá uma colaboração cada vez maior entre humanos e máquinas, onde a inteligência artificial atuará como um poderoso aliado.
O cenário de adoção da IA no trabalho, embora positivo em termos de redução de receios, também levanta questões sobre a necessidade de políticas públicas e iniciativas empresariais que incentivem a capacitação e a transição para novas funções. A experiência de indivíduos que lidam com vícios, como o uso excessivo de celulares, onde a terapia se torna necessária para gerenciar o impacto da tecnologia na vida cotidiana, serve como um lembrete da importância do equilíbrio e da gestão consciente do uso de ferramentas digitais. No ambiente profissional, isso se traduz na necessidade de um uso estratégico e ético da IA, garantindo que seus benefícios sejam maximizados sem comprometer o bem-estar e a empregabilidade dos trabalhadores. A pesquisa do Datafolha, portanto, não é apenas um retrato do presente, mas um indicativo do caminho que o mercado de trabalho brasileiro está trilhando.