Grupo Live constrói império do entretenimento
Holding brasileira que já movimentou bilhões em música, shows e imóveis agora quer disputar espaço com gigantes globais do entretenimento.
Do sertanejo ao techno: Grupo Live cria ecossistema que redefine o showbiz brasileiro
O Grupo Live se consolidou como uma das maiores holdings de entretenimento do Brasil — e agora prepara a expansão global. Em apenas 12 anos, a companhia já realizou mais de 10 mil shows em 15 países, lançou 1.500 músicas, editou 500 obras e cadastrou 350 compositores.
O que nasceu da visão de Wilson Anastácio e Guga Pereira hoje é um ecossistema vivo, que conecta música, arte, cultura, imóveis e até fundos de investimento. À frente da operação está o CEO Mauricio Aires, ex-T4F e Livepass, que lidera um time premiado 22 vezes, incluindo reconhecimentos como o Latin Grammy e o Bibi Ferreira.
Do Brasil para o mundo: música como negócio bilionário
O mercado global de entretenimento e mídia deve atingir US$ 2,3 trilhões até 2032 (PwC), impulsionado por música ao vivo, streaming e experiências culturais. Só no Brasil, o setor de shows e festivais movimenta mais de R$ 2 bilhões ao ano, segundo a ABRAFESTA, com crescimento acelerado pós-pandemia.
Nesse cenário, o Grupo Live aposta em um modelo de verticalização raro no país: além de shows e agenciamento, atua em gravadoras, editoras, casas de espetáculo, ticketing, tecnologia de dados, empreendimentos imobiliários e fundos de investimento. A estratégia lembra movimentos de gigantes globais como Live Nation (EUA) e AEG(Europa), mas com um DNA 100% brasileiro.
Projetos ousados: do sertanejo à Broadway
Entre os cases mais marcantes estão os empreendimentos imobiliários de luxo inspirados em hits nacionais — a Evidências Tower e a Fazenda É o Amor —, que unem mercado imobiliário e música em projetos de desejo. Outro marco é o Backstage FIDIC, fundo exclusivo para fomentar carreiras e impulsionar negócios musicais.
A atuação é diversa: de palcos sertanejos lotados e musicais da Broadway no Brasil, até experiências eletrônicas globais como o Keinemusik, que contou com o apoio das empresas sócias Gaz e Plusnetwork na operação em São Paulo. O grupo também fortalece a cena cultural com shows infantis, festivais autorais e parcerias com construtoras e marcas de elite.
Um hub cultural e econômico
“Atuamos em toda a jornada do entretenimento, conectando artistas, público e marcas em experiências memoráveis”, resume Aires.
Com novos espaços de espetáculo em construção e investimentos em tecnologia de dados para ingressos e segurança, o Grupo Live se prepara para competir em escala global. Mais do que produzir shows, o grupo está transformando o entretenimento em um hub econômico e cultural, capaz de gerar empregos, movimentar bilhões e exportar cultura brasileira.