Gestão de duplicatas exige revisão de processos operacionais
Operações por trás da emissão e controle de duplicatas escriturais escondem os maiores riscos para empresas.
Izaias Miguel/V360 | (divulgação)
A gestão de duplicatas escriturais impõe desafios que vão além do próprio título financeiro, exigindo das empresas uma revisão profunda de seus processos e a integração de sistemas para mitigar falhas. A análise técnica sobre o tema foi publicada no portal Finsiders Brasil.
De acordo com o artigo assinado por Izaías Miguel, co-CEO da V360, o verdadeiro perigo para as companhias reside na operação que sustenta a emissão e o controle desses documentos. O levantamento mapeou oito riscos operacionais, seis tipos de divergências e oito categorias de exceções que ocorrem em operações reais do mercado corporativo.
Um dos principais gargalos apontados é o contraste entre a janela de dez dias para a manifestação sobre a duplicata e o tempo prolongado que as empresas levam para verificar o recebimento das mercadorias ou serviços. "E, nesse cenário, os maiores riscos não estão necessariamente na duplicata. Eles estão na operação por trás dela", afirma Miguel.
Para enfrentar essas adversidades, o executivo defende que as organizações integrem suas áreas fiscal, financeira e de compras. A recomendação é utilizar a automação para separar os padrões das exceções, permitindo que as equipes dediquem tempo a análises mais complexas e garantam um fluxo de informações seguro antes da tomada de decisão.
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