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Finlândia prepara corte bilionário para conter dívida pública

País nórdico, líder em felicidade, busca equilibrar contas com cortes em gastos sociais e aposentadorias.

Not Journal • • 2 min de leitura
Helsinque, capital da Finlândia (Unsplash/Tapio Haaja)

Helsinque, capital da Finlândia (Unsplash/Tapio Haaja)

País eleito o mais feliz do mundo por nove anos consecutivos, a Finlândia enfrenta um cenário econômico desafiador que exige medidas severas. O governo finlandês elabora um rigoroso pacote de austeridade fiscal, com previsão de cortes em serviços públicos, benefícios sociais e aposentadorias, para conter um déficit estimado em 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.

A dívida pública do país atingiu 90,3% do PIB entre abril e junho de 2026. Para reverter o quadro, o gabinete do primeiro-ministro, Petteri Orpo, no poder desde 2023, planeja reduzir os gastos públicos em cerca de 9 bilhões de euros até o fim do atual mandato. Especialistas avaliam que o ajuste necessário pode ser ainda maior, alcançando 11 bilhões de euros.

A pressão por medidas de contenção também vem de fora. Em janeiro de 2026, a Comissão Europeia acionou o mecanismo para déficits excessivos, aplicável a países com rombo superior a 3% do PIB, e estabeleceu 2028 como prazo final para que a Finlândia adeque suas contas às regras fiscais do bloco.

O cenário atual é resultado de dificuldades econômicas que se arrastam desde a crise de 2008-2009. O envelhecimento da população, o baixo crescimento econômico e a perda de competitividade industrial agravaram a situação. Além disso, a economia finlandesa sofre os impactos das sanções impostas à Rússia devido à guerra na Ucrânia.

No campo político, os social-democratas, que fazem oposição ao governo, defendem uma abordagem diferente para a crise. O grupo propõe uma estratégia mista, que divida o esforço fiscal entre a redução de despesas e o aumento da arrecadação de impostos.

Apesar da crise econômica e da perspectiva de cortes em sua ampla rede de proteção social, a Finlândia mantém o topo do ranking do World Happiness Report. Pesquisadores atribuem a manutenção do título à resiliência do sistema de bem-estar social do país. O futuro das medidas de austeridade e a profundidade dos cortes devem ser definidos nas próximas eleições gerais, marcadas para abril de 2027.

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