Fim do hype: mercado de IA foca em governança e retorno
Executivo da Opah aponta que a maturidade do mercado exige foco em eficiência, governança e retorno financeiro para projetos de IA.
(Reprodução/Money Report)
Após um período de testes acelerados e entusiasmo com a inteligência artificial, as empresas começam a priorizar a eficiência, a governança e o retorno financeiro de suas iniciativas tecnológicas.
A avaliação é de João Moressi Júnior, fundador e CEO da Opah, empresa paulista de tecnologia e desenvolvimento de software. Em entrevista ao portal Money Report, publicada em 23 de outubro de 2026, o executivo destacou que o mercado de inteligência artificial está entrando em uma fase de maior maturidade, superando o impulso inicial gerado apenas pelas tendências do momento.
Segundo o especialista, o cenário atual exige uma reorganização interna nas corporações. Durante a fase de adoção acelerada, muitas companhias acumularam dezenas de projetos-piloto sem o controle adequado de custos ou segurança. Moressi alerta que essa falta de planejamento traz o risco de transformar o uso da tecnologia em uma folha de pagamento paralela, onerosa e sem resultados práticos para as organizações.
Para reverter esse quadro e garantir a viabilidade das inovações, o CEO defende que as iniciativas tecnológicas estejam estritamente alinhadas às diretrizes corporativas. Como o próprio executivo resume, os projetos de inteligência artificial que alcançam sucesso são aqueles que conseguem unir a construção técnica à estratégia de negócio, estabelecendo métricas claras de eficiência.
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