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Fim da 6x1: Governo estuda flexibilização da regra de transição

Governo busca acordo para modernizar leis trabalhistas, flexibilizando transição para fim da jornada 6x1.

Not Journal 20 May 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Medida visa destravar negociações e acelerar o processo de modernização das relações trabalhistas.

O governo federal avalia a possibilidade de ceder em pontos da regra de transição para o fim da jornada 6x1, um dos temas mais controversos da reforma trabalhista em discussão. A medida, segundo fontes do Poder360, busca destravar as negociações com centrais sindicais e empregadores, visando um acordo que permita a modernização das relações de trabalho no país.

A jornada 6x1, que consiste em seis dias de trabalho por um de folga, é alvo de críticas por parte de trabalhadores, que a consideram exaustiva, e de empresas, que apontam dificuldades em sua gestão. A proposta de extinguir essa modalidade enfrenta resistência, especialmente em relação ao período de transição para novas formas de organização do trabalho.

A regra de transição em debate define como a mudança da jornada 6x1 para outros modelos, como a escala 5x2 (cinco dias de trabalho e dois de folga), será implementada. O governo busca um meio-termo que minimize o impacto para trabalhadores e empresas, evitando prejuízos e garantindo a adaptação gradual às novas regras.

A flexibilização em estudo pode envolver prazos mais longos para a adaptação, incentivos para empresas que adotarem novas jornadas e programas de requalificação profissional para trabalhadores afetados. A expectativa é que, com a concessão em alguns pontos, seja possível alcançar um consenso e aprovar a reforma trabalhista ainda este ano.

Além da questão da jornada 6x1, outras medidas estão sendo implementadas pelo governo para apoiar diferentes setores da economia e da sociedade. O Senado Federal, por exemplo, tem se dedicado a temas como o financiamento para produtores rurais e a criação de políticas para a recuperação da Caatinga.

Uma medida provisória recém-publicada libera financiamento para motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de táxi, visando a aquisição de veículos novos. Essa iniciativa busca modernizar a frota e melhorar as condições de trabalho desses profissionais.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado também está votando a destinação de recursos do pré-sal para financiar dívidas rurais, atendendo a produtores afetados por crises climáticas e outros fatores. A medida visa garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento do setor agropecuário.

Outro projeto importante que segue para sanção presidencial é a Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. A iniciativa busca promover a conservação e o uso sustentável desse importante bioma brasileiro, que enfrenta desafios como o desmatamento e a desertificação.

A articulação entre as diferentes áreas do governo e o Congresso Nacional demonstra o esforço em promover o desenvolvimento econômico e social do país, com medidas que atendam a diferentes demandas e setores. A reforma trabalhista, com a possível flexibilização da regra de transição para o fim da jornada 6x1, é um exemplo desse esforço, buscando modernizar as relações de trabalho e garantir um ambiente mais favorável ao crescimento e à geração de empregos.

A expectativa é que, com a abertura para o diálogo e a busca por soluções equilibradas, seja possível alcançar um acordo que beneficie trabalhadores, empresas e a sociedade como um todo. O governo aposta na capacidade de negociação e na construção de consensos para superar os desafios e avançar na agenda de reformas. O futuro das relações de trabalho no Brasil, portanto, passa por essa delicada negociação e pela busca de um modelo que seja justo, eficiente e sustentável.

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