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Ela largou tudo em LA, trabalha 20h por semana em Lisboa e gasta só US$ 3.500 por mês

Entre sol, rotina leve e custo de vida mais baixo, Portugal virou o destino da geração que quer trocar horas de escritório por qualidade de vida.

Bruno Richards 23 Aug 2025
7 mil dólares de renda, 3,5 mil de gastos: a equação da felicidade no coração de Lisboa

7 mil dólares de renda, 3,5 mil de gastos: a equação da felicidade no coração de Lisboa

#Do caos de Los Angeles à tranquilidade de Lisboa: como uma americana reduziu a carga de trabalho e encontrou felicidade em Portugal

A norte-americana Kaitlin Wichmann, 31 anos, trocou o ritmo frenético de Los Angeles por uma vida mais leve em Lisboa — e garante que nunca foi tão feliz. Ex-profissional de marketing em tempo integral, ela abandonou o emprego em 2021 em busca de mais autonomia, menos estresse e qualidade de vida.

“Todos os dias era a mesma rotina: dirigir até o escritório, sentar na mesma mesa, olhar para a mesma parede. Eu pensava: precisa haver mais na vida do que isso”, contou em entrevista à CNBC.

Hoje, instalada na capital portuguesa, Wichmann trabalha no máximo 20 horas semanais como freelancer de marketing digital, atendendo clientes americanos e portugueses. Sua renda gira em torno de US$ 7 mil por mês, valor que mais do que cobre seu custo de vida local.

Em junho, por exemplo, ela gastou US$ 3.457 — menos da metade do que ganha. O aluguel e as contas ficaram em US$ 1.296, alimentação em torno de US$ 500, sobrando espaço no orçamento para viajar, ter aulas de tênis e fazer compras.

“Quando eu vivia em Los Angeles, minha vida girava em torno do trabalho. Agora, meu trabalho gira em torno da minha vida”, disse.

O movimento de Kaitlin segue a tendência de milhares de estrangeiros que se mudaram para Portugal após a pandemia, atraídos pelo custo mais baixo, clima agradável e novos vistos de residência. Em 2022, o governo lançou o D8 Digital Nomad Visa, permitindo a não europeus viver no país enquanto trabalham para empresas estrangeiras.

Esse fluxo crescente, porém, também trouxe efeitos colaterais: o aumento dos preços de aluguel e consumo, gerando insatisfação em parte da população local.

Ao contrário de muitos nômades digitais que veem Portugal como uma passagem temporária, Wichmann já planeja ficar. “Quando me mudei, pensei em viver aqui por cinco anos e depois decidir o próximo passo. Agora, não me vejo em outro lugar fora de Portugal. Eu realmente gosto daqui”, afirmou.

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