Dormindo em banheiros e semanas de trabalho de 100 horas: ex-banqueiros revelam seus segredos sujos
A exposição da rotina de Wall Street nas redes sociais revela um ponto de virada cultural. Para a nova geração, o sucesso não se mede apenas pelo tamanho do bônus, mas pela capacidade de manter a sanidade e encontrar sentido no trabalho.
Aos 28 anos, Olivia Edwards conquistou milhões de visualizações no TikTok ao revelar as “loucuras” de sua antiga rotina no setor financeiro. Ex-funcionária de uma empresa de private equity com salário de US$ 350 mil por ano, ela contou que levava o laptop a todos os lugares, trabalhava até 70 horas por semana e perdia fins de semana por causa de emergências.
Sua história é apenas uma entre muitas que revelam os bastidores intensos de Wall Street.
#Depoimentos de ex-banqueiros: noites sem dormir e crises emocionais
Outros ex-funcionários também decidiram romper o silêncio. Jonathan Finkel relatou ter visto colegas dormindo em banheiros de escritórios, enquanto Odette Yang, contratada pela Goldman Sachs, lembrou de ficar cinco noites seguidas acordada e de ter perdido o próprio aniversário.
Apesar dos altos salários e benefícios, muitos classificam o estilo de vida como insustentável, descrevendo o sucesso financeiro como “algemas douradas” que aprisionam os profissionais a um ritmo de trabalho desumano.
#O fascínio que persiste: por que tantos ainda sonham com Wall Street
Mesmo diante das críticas, o setor financeiro continua entre os mais cobiçados. Em 2025, a Goldman Sachs recebeu 360 mil candidaturas para apenas 2,6 mil vagas de estágio.
Especialistas apontam que o interesse se mantém devido à insegurança econômica global e à valorização do dinheiro entre os jovens — uma geração que enfrenta desemprego elevado e baixos salários iniciais em outros campos.
#Uma geração que fala e busca equilíbrio
Diferentemente das anteriores, a Geração Z não teme expor seu desgaste. Pesquisas indicam que apenas 18% dos profissionais com menos de 30 anos pretendem permanecer por muito tempo na mesma empresa.
Nas redes sociais, esses relatos funcionam como uma terapia coletiva, em que jovens defendem saúde mental, autonomia e equilíbrio entre vida e trabalho — valores cada vez mais centrais para essa geração.
#O novo significado do sucesso
Apesar do trauma de jornadas intensas, muitos ex-banqueiros transformam o aprendizado em combustível para novos caminhos. É o caso de Odette Yang, que hoje lidera sua própria startup.
Ela admite que ainda trabalha tanto quanto antes — mas agora por escolha própria. Seu relato resume o novo espírito da Geração Z: buscar propósito e liberdade, mesmo que o ritmo continue acelerado.