Dominaram startups nos EUA. Agora, a Brex quer a Europa
Fintech dos brasileiros obtém autorização via Holanda, leva seu stack financeiro para empresas europeias e acelera o roteiro de oferta pública.
Fintech de Henrique e Pedro ganha passaporte europeu e entra na briga com Revolut, Pleo e Spendesk
#Os fundadores da Brex miram a Europa: licença na UE, plano para o Reino Unido e trilha de IPO
São Francisco/UE — A Brex, fintech criada pelos brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, recebeu licença de Instituição de Pagamento na União Europeia e passa a atender empresas europeias diretamente, sem exigir presença nos EUA. Segundo a empresa, ela se torna a única plataforma de finanças empresariais com licença nos EUA e na UE.
Com a autorização obtida via Holanda, a Brex poderá emitir cartões corporativos, originar pagamentos (débitos diretos e transferências) e oferecer seu pacote de gestão de despesas, contas a pagar, viagens e tesouraria em todo o bloco. A companhia diz que começará a onboardar clientes europeus nos próximos meses e pretende estar plenamente operacional até o início de 2026. Também estuda uma licença separada no Reino Unido.
A guinada europeia ocorre enquanto a Brex afina a casa para um IPO: executivos indicaram meta de parar de queimar caixa em 2025 e receita anual estimada em US$ 500 milhões neste ano, após reestruturações em 2023.
Por que importa: a Brex construiu base entre startups e empresas globais nos EUA e agora disputa espaço com players europeus de spend management (Pleo, Spendesk, Revolut). Para CFOs, a proposta é unificar cartão + despesas + pagamentos sob políticas em tempo real, com cobertura multicurrency — algo difícil de replicar com bancos legados e soluções fragmentadas na UE.
Linha Not Journal: não é só expansão geográfica; é acesso regulatório que vira barreira de entrada. Se entregar cartão local, pagamentos nativos e controle de gastos no mesmo stack, a Brex leva sua tese “spend less, move fast” ao mercado mais regulado do mundo — ensaio geral para o IPO.
(Nota: Dubugras e Franceschi são fundadores de uma empresa bilionária; a imprensa não confirma que ambos sejam bilionários pessoais.)