Dólar fecha a R$ 5,02 com foco em inflação nos EUA e eleições
Inflação nos EUA e incertezas políticas no Brasil ditam cautela e pressionam câmbio e bolsa.
Foto: Reprodução
O mercado financeiro reagiu com cautela nesta quarta-feira (14), impulsionado por dados econômicos dos Estados Unidos e pela expectativa em torno do cenário político brasileiro. O dólar encerrou o dia com valorização de 0,17%, cotado a R$ 5,0289, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, apresentou queda de 0,18%, fechando aos 206.505,98 pontos.
No cenário externo, o principal fator de influência foi a divulgação do índice de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos. O indicador registrou alta de 0,6% em setembro, acumulando 3,7% no período de 12 meses. Esse resultado fortalece a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, possa manter ou até elevar as taxas de juros na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), agendada para os dias 27 e 28 de outubro.
Além do CPI, a divulgação do Livro Bege pelo Fed também esteve no radar dos investidores. O documento apontou para um crescimento econômico contido e pressões de preços em diversos distritos dos Estados Unidos, reforçando o tom de cautela no mercado internacional.
No ambiente doméstico, a atenção dos agentes financeiros volta-se para a disputa presidencial, com o segundo turno marcado para 25 de outubro. A expectativa pela divulgação de novas pesquisas de intenção de voto, como a do instituto Quaest, adiciona volatilidade aos negócios. O mercado também monitora a política fiscal brasileira, diante de incertezas sobre promessas de gastos e a tramitação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) no Congresso Nacional.
O movimento de baixa do Ibovespa também reflete uma realização de lucros, após o índice ter alcançado uma sequência de recordes históricos na semana anterior. A cautela é reforçada pela recente revisão das projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que reduziu as estimativas para os anos de 2026 e 2027. O próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, previsto para terminar em 4 de novembro, também está no horizonte dos investidores.
Assine o Not Journal
Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.
- Notícias dos seus temas
- Terminal no celular
- Aviso de notícia nova
- Temas personalizados
- Terminal Web completo
- Análises profissionais