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Do Brasil para o topo: clubes nacionais desafiam hegemonia europeia no futebol global

O futebol brasileiro está vivendo uma transformação silenciosa — e revolucionária. Pela primeira vez em décadas, os clubes do país não só dominam a América do Sul, como começam a desafiar seriamente o eixo europeu.

Bruno Richards 20 Jun 2025
Valuation, audiência e influência: o futebol brasileiro começa a jogar no mesmo campo da Europa

Valuation, audiência e influência: o futebol brasileiro começa a jogar no mesmo campo da Europa

#Futebol brasileiro volta ao topo — apesar da CBF

O futebol brasileiro está vivendo uma transformação silenciosa — e revolucionária. Pela primeira vez em décadas, os clubes do país não só dominam a América do Sul, como começam a desafiar seriamente o eixo europeu. E o mais impressionante: isso não se deve à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas sim à força dos próprios clubes, sua profissionalização e o apoio incansável das torcidas.

Nos últimos anos, a CBF tem enfrentado crises sucessivas de credibilidade, denúncias, escândalos de corrupção e uma clara distância da realidade dos clubes e torcedores. Enquanto isso, os clubes brasileiros tomaram outro rumo: várias instituições se tornaram SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol), atraindo capital privado, reorganizando suas finanças e criando estruturas profissionais de gestão.

Com a explosão das casas de apostas patrocinando a maioria dos clubes da Série A, o fluxo de receitas cresceu drasticamente. Clubes que antes mal pagavam salários hoje fecham temporadas com lucros, investem em centros de treinamento, mantêm estrelas por mais tempo e vendem jogadores da base por dezenas de milhões. A venda de Endrick (Palmeiras) e Vitor Roque (Athletico-PR) são apenas os exemplos mais visíveis de um modelo que começa a dar retorno.

Esse novo momento também é marcado pela chegada de treinadores estrangeiros de alto nível e pela abertura a novas metodologias de jogo. A confirmação de Carlo Ancelotti — ex-Real Madrid — como novo técnico da Seleção Brasileira é símbolo disso: o Brasil quer voltar ao topo do futebol mundial, mas agora com consistência tática e visão de longo prazo.

O resultado já é visível: os clubes brasileiros venceram as últimas cinco edições da Libertadores, consolidando uma hegemonia regional histórica. Agora, começam a mostrar força também contra os gigantes da Europa. No novo Mundial de Clubes da FIFA, nos EUA, o Botafogo venceu o PSG (atual campeão da Champions League), o Flamengo derrotou o Chelsea, o Fluminense empatou com o Borussia Dortmund — e o Palmeiras fez uma partida sólida e impressionou a imprensa internacional, com sua torcida marcando presença maciça nos estádios norte-americanos, fazendo barulho e exibindo confiança.

E, enquanto a Seleção ainda tenta se reencontrar, o melhor jogador do mundo é brasileiro: Vinícius Jr., formado no Flamengo, hoje referência do Real Madrid e da nova geração que promete recolocar o Brasil no topo — mas com uma mentalidade global, construída longe da camisa da CBF.

Não é mais a Seleção que empurra os clubes. São os clubes que estão puxando o futebol brasileiro para uma nova era.

Se o país voltar a reinar no futebol mundial, não será graças à CBF. Será por causa de quem investiu, acreditou, inovou — e continuou torcendo.

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