Diesel comum sobe 6,67% e atinge média de R$ 7,20 no Brasil
Alta do diesel atinge R$ 7,20 e expõe fragilidades do mercado brasileiro frente a choques globais.
Aumento ocorre em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, provocada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
O preço médio do diesel comum no Brasil registrou um aumento de 6,67% na primeira quinzena de outubro de 2026, atingindo a marca de R$ 7,20 por litro. O diesel S-10 também apresentou elevação, com alta de 5,07%, chegando a R$ 7,46 por litro. Os dados foram divulgados pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que monitora transações em aproximadamente 21 mil postos de combustíveis em todo o território nacional.
A escalada nos preços é impulsionada pela volatilidade do mercado internacional de petróleo, agravada pelos recentes conflitos no Oriente Médio. A situação afeta rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, impactando a disponibilidade global de petróleo e seus derivados. No Brasil, o cenário é agravado pela dependência de importação do combustível, uma vez que o país não possui capacidade de refino suficiente para atender à demanda interna.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a importação representou 23,14% das vendas de diesel A em agosto. Essa dependência expõe o mercado doméstico às oscilações internacionais e aos custos de frete. Desde janeiro de 2026, o diesel comum já acumula uma alta de 15,2%.
Em uma tentativa de mitigar o impacto dos preços, o Ministério da Fazenda oficializou um incremento no subsídio aos importadores de diesel rodoviário, elevando o valor de R$ 2,12 para R$ 3,52 por litro. No entanto, a medida não foi suficiente para conter a alta.
Vinicius Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, destacou que a dependência de importações deixa o mercado brasileiro mais vulnerável às variações externas. Ele também observou que o aumento do benefício federal não conseguiu evitar a valorização do diesel comum registrada no início de outubro. Até o momento, não há previsão para a estabilização dos preços, que continuam sensíveis à geopolítica internacional.
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