Desemprego recua a 5,3% e ocupação atinge patamar recorde
Mercado de trabalho registra menor desocupação e recorde de vagas, mas criação de empregos formais desacelera e novas modalidades geram debate.
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O mercado de trabalho brasileiro registrou uma taxa de desemprego de 5,3%, acompanhada por um número recorde de pessoas ocupadas no país. Os dados, divulgados recentemente, apontam para um aquecimento contínuo da economia, embora o ritmo de criação de vagas formais apresente sinais de desaceleração em setores específicos.
Apesar do recuo na taxa geral de desocupação, o saldo de empregos com carteira assinada mostrou perda de fôlego. Em julho de 2026, o Brasil gerou 58,5 mil postos formais, o que representa uma queda de 56,3% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo o Ministério do Trabalho, este é o resultado mais fraco para o período desde 2020. No acumulado de janeiro a julho, a criação de vagas somou 972,2 mil, um recuo de 21% ante 2025, ainda que o salário médio de admissão tenha subido para R$ 2.419,23.
O cenário de emprego também reflete transformações nas modalidades de trabalho, especialmente no setor de aplicativos. O iFood, por exemplo, precisou prestar esclarecimentos ao governo federal sobre o programa 'Mais Entregas'. A empresa defendeu que a modalidade, disponível em 173 cidades, é opcional e busca oferecer maior previsibilidade de ganhos aos entregadores, permitindo o agendamento de turnos e podendo elevar a remuneração em até 30%. A resposta ocorreu após questionamentos sobre possíveis prejuízos na distribuição de pedidos para quem não adere ao sistema.
No cenário internacional, questões ligadas à produção e aos preços também ganham destaque. Nos Estados Unidos, o governo anunciou medidas para permitir que pecuaristas processem seus próprios alimentos, em resposta à alta nos preços da carne bovina e à concentração do mercado em poucas empresas. A iniciativa reflete preocupações com a cadeia de suprimentos e o impacto econômico sobre produtores e consumidores.
A combinação de uma taxa de desemprego historicamente baixa no Brasil com a desaceleração na criação de vagas formais sugere um momento de transição no mercado de trabalho. Enquanto o número de ocupados bate recorde, os desafios persistem na garantia de qualidade e estabilidade das vagas geradas, exigindo atenção contínua às dinâmicas econômicas e às novas formas de contratação.