Déficit dos EUA atinge US$ 1,99 tri, o maior em cinco anos
Rombo nas contas públicas americanas atinge maior patamar em cinco anos, impulsionado por juros e reembolsos de tarifas.
Foto: Reprodução
O governo dos Estados Unidos encerrou o ano fiscal de 2026 com um déficit de US$ 1,99 trilhão nas contas públicas. O montante representa um aumento de US$ 217 bilhões em relação ao período anterior, marcando o maior rombo em cinco anos e o terceiro maior da história do país.
Os dados foram divulgados pelo Departamento do Tesouro na sexta-feira (16). O ano fiscal, que se encerrou em 30 de setembro, corresponde ao primeiro período completo do segundo mandato do presidente Donald Trump. As despesas totais do governo atingiram um recorde de US$ 7,4 trilhões, uma alta de 6%, enquanto as receitas somaram US$ 5,4 trilhões, um crescimento de 3%.
O aumento do déficit foi impulsionado por gastos recordes com o serviço da dívida pública, que superou a marca de US$ 40 trilhões. Apenas com juros, o governo americano desembolsou US$ 1,36 trilhão. Além disso, a arrecadação foi impactada por uma decisão da Suprema Corte em fevereiro de 2026, que invalidou parte das tarifas de importação impostas por Trump, gerando reembolsos de aproximadamente US$ 145 bilhões.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, atribuiu o agravamento do déficit, em parte, a esses reembolsos decorrentes da decisão judicial.
Em paralelo ao cenário econômico, o ciclo eleitoral de meio de mandato de 2026 tem sido marcado por altos investimentos privados. O empresário Elon Musk destinou cerca de US$ 366 milhões para apoiar candidatos do Partido Republicano, com o objetivo de manter o controle do Congresso. Desse total, US$ 276 milhões foram doados desde julho.
Os recursos de Musk, o maior doador individual destas eleições, foram distribuídos entre diversos grupos. O America PAC, super PAC do empresário, recebeu US$ 76 milhões. Outros beneficiários incluem o Senate Leadership Fund, alinhado ao líder da maioria no Senado, John Thune, com US$ 158 milhões, e o Congressional Leadership Fund, ligado ao presidente da Câmara, Mike Johnson, com US$ 20 milhões. Os valores foram confirmados por um porta-voz do America PAC.
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