Custo de promessas de Lula e Flávio gera alerta fiscal
Promessas de campanha de Lula e Flávio Bolsonaro geram alerta sobre sustentabilidade fiscal e dívida pública.
Flávio Bolsonaro e Lula chegam ao debate da Globo (Reprodução/G1 Economia)
Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25), economistas alertam para a inviabilidade fiscal das promessas de campanha feitas pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
O cenário econômico brasileiro apresenta uma dívida pública de aproximadamente R$ 11,1 trilhões, o que representa 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, cerca de 90% das despesas primárias previstas no Orçamento federal de 2027 já estão comprometidas com gastos obrigatórios, como Previdência, saúde e educação, limitando severamente o espaço para novos investimentos.
Especialistas apontam que as propostas apresentadas pelos candidatos geram incertezas sobre o financiamento e a trajetória da dívida. O economista Felipe Salto estima que o impacto das medidas prometidas pode chegar a quase R$ 48 bilhões no próximo ano. Segundo ele, o modo gastar foi ativado pelo presidente Lula, ainda que opere dentro das regras do jogo, movimento que foi acompanhado por Flávio Bolsonaro.
Salto questiona quem pagará a conta e avalia que as promessas aumentarão a pressão fiscal em 2027, classificando as propostas como vendas de terrenos na Lua. O alerta ocorre em um momento de empate técnico nas pesquisas de intenção de voto, logo após o último debate presidencial, onde os candidatos discutiram temas como salário mínimo, infraestrutura e dívidas da população.
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