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Cesta básica: custo sobe em todas as capitais do país

Not Journal 11 May 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Pesquisa do Dieese aponta para o segundo mês consecutivo de aumento generalizado, impactando o orçamento familiar.

O custo da cesta básica registrou alta em todas as 27 capitais brasileiras pelo segundo mês consecutivo, conforme levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O aumento generalizado, embora já esperado por analistas, acende um alerta para o poder de compra da população, especialmente das famílias de baixa renda, que destinam uma parcela significativa de seus rendimentos à alimentação.

O estudo do Dieese, publicado originalmente pela InfoMoney Economia em 11 de maio de 2026, detalha a variação dos preços dos produtos essenciais que compõem a cesta básica, como arroz, feijão, carne, leite, pão, entre outros. A pesquisa, realizada mensalmente, serve como um importante indicador da inflação e do custo de vida nas diferentes regiões do país.

Embora o levantamento não especifique os fatores determinantes para a alta generalizada, especialistas apontam para uma combinação de elementos que podem estar contribuindo para o cenário. Entre eles, destacam-se as questões climáticas, que podem afetar a produção agrícola e, consequentemente, a oferta de alimentos; a variação cambial, que impacta o preço dos produtos importados e dos insumos utilizados na agricultura; e a demanda aquecida, impulsionada pela recuperação gradual da economia.

O impacto da alta da cesta básica se faz sentir de maneira mais intensa nas famílias de menor renda, que já enfrentam dificuldades para garantir o acesso a uma alimentação adequada. Com o aumento dos preços dos alimentos, a parcela do orçamento familiar destinada a outras despesas, como saúde, educação e transporte, fica ainda mais comprometida.

Diante desse cenário, economistas defendem a adoção de medidas que visem a mitigar os efeitos da inflação sobre os alimentos. Entre as propostas, destacam-se o fortalecimento da agricultura familiar, que contribui para a diversificação da produção e a redução da dependência de grandes produtores; o incentivo ao consumo de alimentos regionais e da época, que tendem a ser mais baratos; e a ampliação dos programas de transferência de renda, que auxiliam as famílias de baixa renda a garantir o acesso a uma alimentação básica.

A pesquisa do Dieese também serve como um importante instrumento para o acompanhamento da inflação e a formulação de políticas públicas voltadas para a segurança alimentar e nutricional da população. Ao monitorar a variação dos preços dos alimentos, o estudo permite identificar as regiões e os produtos que apresentam maior alta, auxiliando na definição de estratégias para conter a inflação e garantir o acesso a uma alimentação adequada para todos os brasileiros.

É importante ressaltar que o aumento do custo da cesta básica não é um fenômeno isolado do Brasil. Em diversas partes do mundo, a inflação dos alimentos tem sido uma preocupação crescente, impulsionada por fatores como a pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia e as mudanças climáticas. Esses eventos têm afetado a produção e a distribuição de alimentos, elevando os preços e colocando em risco a segurança alimentar de milhões de pessoas.

Em um contexto global de incertezas, o Brasil precisa fortalecer suas políticas de segurança alimentar e nutricional, garantindo o acesso a uma alimentação adequada para todos os seus cidadãos. Para isso, é fundamental investir na agricultura familiar, incentivar o consumo de alimentos regionais e da época, ampliar os programas de transferência de renda e monitorar de perto a inflação dos alimentos. Somente assim será possível mitigar os efeitos da alta da cesta básica e garantir que todos os brasileiros tenham acesso a uma alimentação digna e saudável.

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