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Camisas da copa: onde o torcedor paga mais caro?

Estudo inédito compara preços da camisa da Copa em diversos países e avalia o impacto no bolso do torcedor brasileiro.

Not Journal 20 May 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Um levantamento inédito revela os países com os preços mais salgados para adquirir o uniforme da seleção. E onde o Brasil se posiciona nesse ranking global.

A paixão pelo futebol, impulsionada pela proximidade da Copa do Mundo, infla o mercado de artigos esportivos, especialmente as camisas oficiais das seleções. Mas o sonho de vestir as cores do país tem um custo variável, dependendo de onde o torcedor reside. Um estudo recente do G1 Economia mapeou os países onde a camisa da Copa do Mundo atinge os preços mais elevados, revelando disparidades significativas e colocando o Brasil em uma posição específica nesse cenário.

O levantamento considerou diversos fatores, como o câmbio, impostos locais e custos de importação, para determinar o preço final da camisa em cada país. A pesquisa não apenas aponta os locais mais caros, mas também oferece um panorama sobre o poder de compra do torcedor em diferentes economias.

Enquanto alguns países da Europa e da América do Norte lideram o ranking dos preços mais altos, impulsionados por impostos e custos operacionais elevados, nações da América do Sul e da África apresentam valores mais acessíveis, embora ainda representem um peso considerável no orçamento familiar.

A posição do Brasil no ranking merece atenção. O país, conhecido por sua fervorosa paixão pelo futebol, enfrenta um cenário complexo. A camisa da seleção brasileira, embora produzida localmente, sofre a influência de impostos e custos de produção, o que a coloca em uma faixa de preço intermediária no comparativo global.

Além do preço da camisa em si, a pesquisa também levanta questões sobre a acessibilidade do esporte para diferentes camadas da população. Em países com alta desigualdade social, o custo de um uniforme oficial pode representar uma barreira para muitos torcedores, limitando o acesso à experiência completa da Copa do Mundo.

O estudo surge em um momento econômico delicado no Brasil. A fabricante de brinquedos Estrela, um ícone nacional, recentemente entrou com pedido de recuperação judicial, alegando dificuldades financeiras decorrentes de juros altos, crédito restrito e mudanças nos hábitos de consumo. Esse cenário de incertezas econômicas pode impactar o poder de compra do consumidor e a demanda por produtos como camisas da Copa do Mundo.

No âmbito internacional, a União Europeia e os Estados Unidos firmaram um acordo comercial provisório, buscando destravar o comércio bilateral e evitar novas tarifas, um movimento que pode influenciar os preços de produtos importados, incluindo artigos esportivos, em ambos os blocos econômicos.

No Brasil, o Senado Federal analisa a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia responsável por regular os fundos de investimento. A estabilidade e a eficiência da CVM são cruciais para garantir a confiança dos investidores e o bom funcionamento do mercado financeiro, fatores que podem influenciar indiretamente o poder de compra da população e o consumo de bens como as camisas da Copa.

Diante desse contexto, o ranking dos países mais caros para comprar uma camisa da Copa do Mundo serve como um termômetro da economia global e das disparidades sociais. A pesquisa não apenas informa sobre os preços, mas também convida à reflexão sobre o acesso ao esporte e o impacto das condições econômicas no dia a dia do torcedor. A paixão pelo futebol, afinal, não deveria ter um preço tão alto para todos.

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