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Bilionários dos Hamptons recorrem a médicos de luxo para “Boat-tox”

Nos Hamptons, a saúde virou serviço de luxo: médicos sob demanda atendem de retoques estéticos a emergências, direto nos iates de bilionários.

Bruno Richards 23 Aug 2025
Médicos particulares se tornaram tão indispensáveis quanto chefs e mordomos nas férias de verão da elite americana.

Médicos particulares se tornaram tão indispensáveis quanto chefs e mordomos nas férias de verão da elite americana.

Nos Hamptons, a nova tendência entre os super-ricos vai além dos iates, das mansões e das festas exclusivas. Agora, eles contam com médicos particulares que atendem a bordo de barcos e cobram taxas de associação que variam de alguns milhares a até seis dígitos por ano. Entre os serviços oferecidos estão desde retoques estéticos — apelidados de “boat-tox” — até atendimentos de emergência no estilo 9-1-1.

Um dos mais requisitados é o Dr. Alexander Golberg, apelidado de “Dr. Hamptons”, que atende clientes em seus iates ancorados em Sag Harbor, Nova York. Em um sábado de agosto, ele foi visto subindo a bordo para cuidar de Abe e Giovanna Haruvi, um casal de Palm Beach que investe em imóveis e passa o verão no litoral leste.

Esse tipo de serviço é parte do mercado chamado de “concierge medicine”, em que pacientes pagam anuidades elevadas para ter acesso imediato, personalizado e exclusivo a médicos de confiança. Nos Hamptons, isso significa um profissional disponível para atender em qualquer situação: um retoque estético antes de uma festa, um tratamento de desidratação após longas noites ou até emergências médicas sem depender do sistema público.

O “boat-tox” — um termo que combina a estética de luxo ao estilo de vida náutico — se tornou um símbolo de status. Não se trata apenas de saúde, mas de conveniência: os ricos não querem perder tempo em clínicas tradicionais ou hospitais, preferindo que os especialistas levem seus equipamentos direto ao convés, muitas vezes carregados em malas Louis Vuitton personalizadas.

Além do Dr. Golberg, outros profissionais passaram a disputar esse nicho, oferecendo pacotes que incluem consultas presenciais, telemedicina premium e até cobertura internacional. As anuidades variam de US$ 5 mil a mais de US$ 100 mil por família, dependendo da exclusividade e da disponibilidade do médico.

O fenômeno ilustra a desigualdade no acesso à saúde: enquanto milhões enfrentam filas e altos custos em sistemas convencionais, a elite global transforma cuidados médicos em mais um item da experiência de luxo, ao lado de chefs particulares, sommeliers e mordomos.

No caso dos Hamptons, o acesso imediato a médicos particulares é visto como tão essencial quanto uma adega de champanhe ou um heliporto privativo. Afinal, para esse público, até a saúde precisa estar à altura do luxo.

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