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Big tech da guerra: Palantir lucra com conflito no Oriente Médio e cresce de olho no governo Trump

a Palantir Technologies, fundada por Peter Thiel, segue como a ação de melhor desempenho no S&P 500 nos últimos dois anos, com um salto impressionante impulsionado por sua expertise em inteligência artificial e contratos governamentais.

Bruno Richards 14 Jun 2025
Peter Thiel é o bilionário mais enigmático do Vale do Silício — um investidor que aposta contra o consenso, desafia o establishment e lucra com o poder.

Peter Thiel é o bilionário mais enigmático do Vale do Silício — um investidor que aposta contra o consenso, desafia o establishment e lucra com o poder.

A Palantir Technologies, fundada por Peter Thiel, segue como a ação de melhor desempenho no S&P 500 nos últimos dois anos, com um salto impressionante impulsionado por sua expertise em inteligência artificial e contratos governamentais. A empresa, que atingiu uma valorização de cerca de 512% nos últimos 12 meses, agora enfrenta um cenário promissor — e controverso — que pode garantir outro ano de ganhos explosivos, especialmente com o apoio da administração Trump e parcerias estratégicas com Israel.

Recentemente, a Palantir foi alvo de críticas após o governo dos EUA assinar um contrato de US$ 795 milhões com a empresa para expandir o uso de seu software Maven Smart System, sob gestão do Departamento de Defesa. Uma reportagem do New York Times, publicada em 30 de maio, revelou que a administração Trump está utilizando a plataforma Foundry, da Palantir, para consolidar dados pessoais de cidadãos americanos — incluindo informações bancárias, dívidas estudantis e status médico — em um esforço para integrar informações entre agências federais. A iniciativa, ligada ao Departamento de Eficiência Governamental de Elon Musk, gerou forte backlash público, com preocupações sobre privacidade e vigilância em massa levantadas por legisladores democratas e defensores de direitos civis. Apesar disso, o contrato reforça a posição da empresa como peça-chave na modernização militar e de segurança dos EUA.

Além disso, a Palantir desempenha um papel crucial no apoio a Israel em seus conflitos regionais. A empresa fornece tecnologia avançada ao Exército de Defesa de Israel (IDF) e ao Mossad, ajudando na guerra contra o Hamas desde os ataques de 7 de outubro de 2023. Sistemas como o Gotham e o Mosaic, usados para análise preditiva e rastreamento de alvos, têm sido essenciais para operações contra grupos militantes, incluindo a identificação de líderes do Hamas. Recentemente, com a escalada de tensões contra o Irã, a Palantir expandiu seu suporte, fornecendo ferramentas de inteligência que auxiliam na visualização de redes de suprimentos nucleares e na coordenação de ataques preventivos, como os recentes contra instalações iranianas. O CEO Alex Karp, vocal sobre seu apoio a Israel, celebrou a parceria, destacando o papel da empresa em "operações cruciais" na região.

Embora os contratos com os EUA e Israel impulsionem os lucros — com a receita governamental respondendo por mais de 42% do total no último trimestre —, a associação com políticas controversas de Trump e ações em Gaza geram resistência. Ex-funcionários e ativistas acusam a empresa de facilitar uma "infraestrutura de estado policial", enquanto o crescente envolvimento no Oriente Médio intensifica debates éticos. Apesar das críticas, analistas veem a combinação de apoio político e demanda por IA como um motor para novos recordes, com a ação atualmente cotada a US$ 137,40 na bolsa, conforme a finance card above. O futuro da Palantir segue incerto, mas seu alinhamento com Trump e Israel pode ditar outro ano de alta no S&P 500.

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