BC quer barrar erros de dados no sistema financeiro
Autoridade monetária aprimora controle para evitar que falhas em dados financeiros se espalhem e comprometam o sistema.
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O Banco Central do Brasil (BC) está intensificando esforços para garantir a qualidade dos dados que circulam entre instituições financeiras. Com a expansão do Open Finance e a criação de novas formas de pagamento, a autoridade monetária busca evitar que informações incorretas na origem se propaguem e afetem decisões críticas, como análises de crédito, avaliação de risco e cálculo de tributos.
No atual ecossistema financeiro, altamente interconectado, um erro simples de digitação em um cadastro pode ter consequências significativas. A informação equivocada pode transitar rapidamente de uma fintech para um banco tradicional e, em seguida, para os sistemas do próprio Banco Central. Esse fluxo contínuo de dados exige mecanismos robustos de validação para impedir que falhas ganhem escala e comprometam a integridade das operações.
A preocupação do BC reflete a necessidade de adaptação do setor financeiro às inovações tecnológicas. A crescente adoção de ferramentas avançadas, como a inteligência artificial, que já é utilizada por 92% das empresas do mercado financeiro brasileiro, segundo pesquisa da Anbima, aumenta a dependência de dados precisos. Embora a IA seja aplicada principalmente em processos internos e de backoffice, a eficácia dessas tecnologias está diretamente ligada à qualidade das informações que as alimentam.
Além disso, o dinamismo do mercado, evidenciado por movimentações estratégicas como a recente contratação de Caio Vaz pela Nomad para comandar a unidade de Pagamentos Internacionais, demonstra a complexidade e a velocidade das operações atuais. Nesse cenário, a precisão dos dados é fundamental não apenas para a conformidade regulatória, mas também para a competitividade e a sustentabilidade dos negócios.
Para mitigar os riscos associados à má qualidade dos dados, o Banco Central exige que bancos e fintechs implementem políticas rigorosas de governança da informação. O objetivo é estabelecer padrões elevados de precisão e confiabilidade desde o momento da coleta dos dados, assegurando que o sistema financeiro nacional opere de forma segura e eficiente, protegendo tanto as instituições quanto os consumidores.