Bancos usam dados de telecom para evitar fraudes no Pix
Bancos usam dados de telefonia para identificar fraudes no Pix, mas medida gera debate sobre privacidade e LGPD.
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Itaú e Bradesco recorrem a sinais de chamadas e linhas telefônicas para detectar fraudes, mas o monitoramento levanta questões sobre os limites da LGPD.
Instituições financeiras como Itaú e Bradesco estão adotando novas estratégias para combater golpes no sistema Pix. A tática envolve o uso de dados de telecomunicações, como sinais de chamadas e informações sobre linhas telefônicas, para identificar possíveis atividades fraudulentas em tempo real.
A medida busca aumentar a segurança das transações instantâneas, que se tornaram alvo frequente de criminosos. Ao cruzar dados de telefonia com o comportamento financeiro dos usuários, os bancos tentam detectar padrões suspeitos antes que as transferências sejam concluídas.
No entanto, a prática levanta debates sobre a privacidade dos clientes. A utilização dessas informações esbarra em discussões sobre até que ponto a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) permite o monitoramento e o compartilhamento de dados de telecomunicações para fins de segurança bancária.
O desafio atual do setor é equilibrar a necessidade de prevenir fraudes no Pix com o respeito à privacidade dos usuários, garantindo que as medidas adotadas estejam em conformidade com a legislação vigente.