Arrecadação federal atinge R$ 239 bilhões em setembro
Receita federal atinge R$ 239 bilhões em setembro, novo recorde para o mês, impulsionada por alta de impostos e preços do petróleo.
Recorde na arrecadação também foi puxado pela tributação sobre o petróleo, cujo preço está em alta (Petrobras/Divulgação)
O resultado representa um aumento real de 5,62% em relação ao mesmo mês do ano anterior e marca um novo recorde para o período.
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e outras receitas somou R$ 239,384 bilhões em setembro de 2026. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal e pelo Ministério da Fazenda. O montante é o maior já registrado para meses de setembro desde o início da série histórica.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, a arrecadação totalizou R$ 2,351 trilhões, o que representa uma alta real de 6,97% na comparação com o mesmo período de 2025, já descontada a inflação medida pelo IPCA.
O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento da economia e por aumentos de impostos implementados recentemente, como a tributação de fundos exclusivos e offshores, além da reoneração da folha de pagamentos e mudanças em subvenções. A alta no preço do petróleo também contribuiu para o resultado.
Entre os destaques da arrecadação estão a contribuição previdenciária, PIS/Cofins, Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, IRPJ, CSLL e o Imposto de Exportação sobre óleo bruto de petróleo. Apenas o tributo sobre exportação de petróleo arrecadou R$ 2,943 bilhões em setembro, superando R$ 12 bilhões no acumulado do ano.
O coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Gomide, explicou que o crescimento no acumulado do ano seguiu a tendência observada em setembro, liderado pela receita previdenciária. Ele destacou que o aumento na arrecadação do IRPJ e da CSLL ocorreu em diversas formas de tributação, com ênfase no ajuste, balanço trimestral e lucro presumido. Gomide também ressaltou que a arrecadação sobre capital é fortemente impactada pela taxa Selic, afetando a remuneração dos títulos e a incidência de tributos no resgate.
Em nota técnica, a Receita Federal acrescentou que a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos também influenciou positivamente os números de arrecadação do período.
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