A rede de jornais de esquerda do Brasil está sendo financiada por George Soros e empresas estrangeiras
Após ser citada em reportagem, Not Journal expõe o financiamento por trás de parte da imprensa brasileira
Foto: Reprodução/Internet
Nos últimos dias, a Not Journal e seu editor-chefe, Bruno Richards, foram citados nominalmente em uma reportagem sobre a atuação da Polymarket no Brasil.
O texto foi produzido originalmente pelo Núcleo Jornalismo e depois republicado ou amplificado por Agência Pública, Aos Fatos, ICL Notícias, RedePT e outros portais. Até a RedePT, veículo ligado ao Partido dos Trabalhadores, reproduziu a mesma reportagem.
Ou seja: o que pode parecer uma série de investigações independentes foi, em grande parte, a circulação de um mesmo conteúdo por diferentes veículos.
Também chama atenção quem financia parte desse ecossistema.
O Núcleo declara ter recebido R$ 953 mil da Luminate, fundação criada por Pierre Omidyar, bilionário fundador do eBay. Omidyar também foi responsável pela criação e financiamento do First Look Media, organização que lançou o The Intercept.
A Agência Pública declara financiamento da Ford Foundation e da Oak Foundation e já recebeu recursos da Open Society Foundations, fundada por George Soros.
Receber financiamento externo, por si só, não prova interferência editorial. A Not Journal não faz essa acusação.
Mas transparência precisa valer para todos.
Se veículos consideram legítimo investigar relações comerciais e fontes de receita da Not Journal, também é legítimo mostrar quem financia esses próprios veículos, quem está por trás dessas fundações e quais grupos ajudam a amplificar suas reportagens.
Transparência não pode valer apenas para um lado.