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“A esquerda quer que tudo seja feio. É por isso que odeiam Sydney Sweeney.”

Estética, política e vendas: como Sydney Sweeney virou o novo rosto da guerra cultural americana

Bruno Richards • • 2 min de leitura
Quando ser bonita vira um ato político

Quando ser bonita vira um ato político

“A esquerda quer que tudo seja feio. É por isso que odeiam Sydney Sweeney.”

A frase da colunista Caroline Downey (Telegraph) define o centro da nova guerra cultural americana. Com uma estética que foge dos padrões progressistas — feminina, branca, loira, republicana — Sydney virou o rosto de uma campanha de jeans que agradou o público e irritou a elite “woke”.

Segundo a própria American Eagle, 71% dos entrevistados em uma pesquisa independente conduzida pela marcaacharam o comercial com Sweeney “atraente”. A marca ainda destacou que parte da arrecadação será destinada à prevenção da violência doméstica — e que qualquer polêmica além disso “não está conectando com a pessoa comum”.

A campanha foi exaltada por Trump na rede Truth Social, onde chamou o anúncio de “hot” e comemorou o sucesso das vendas. “As calças jeans estão voando”, escreveu o presidente, empolgando ainda mais os investidores. As ações da American Eagle dispararam.

Ao mesmo tempo, o rosto e o corpo de Sydney viraram símbolo de um novo debate estético que domina a cultura pop: a direita quer de volta os padrões de beleza clássicos — e acusa a esquerda de tentar promover deliberadamente o “feio” como ideal. Para esse grupo, a beleza voltou a ser uma forma de protesto. Isso inclui defender modelos, atrizes e personagens que expressem sensualidade, feminilidade ou atributos tradicionalmente vistos como “hot”.

Esse conflito se espalha: nos EUA e no Brasil, já há campanhas criticando propagandas com modelos acima do peso, personagens considerados “feios” em filmes, ou elencos escalados por critérios de diversidade forçada. Casos como o da atriz de The Last of Us (Bella Ramsey) são constantemente citados por críticos que afirmam que a “nova estética” não representa mais o público — e sim uma elite ideológica.

Enquanto parte da imprensa tenta cancelar Sydney, o mercado e a opinião pública parecem já ter escolhido um lado.

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