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“A esquerda quer que tudo seja feio. É por isso que odeiam Sydney Sweeney.”

Estética, política e vendas: como Sydney Sweeney virou o novo rosto da guerra cultural americana

Bruno Richards 05 Aug 2025
Quando ser bonita vira um ato político

Quando ser bonita vira um ato político

“A esquerda quer que tudo seja feio. É por isso que odeiam Sydney Sweeney.”

A frase da colunista Caroline Downey (Telegraph) define o centro da nova guerra cultural americana. Com uma estética que foge dos padrões progressistas — feminina, branca, loira, republicana — Sydney virou o rosto de uma campanha de jeans que agradou o público e irritou a elite “woke”.

Segundo a própria American Eagle, 71% dos entrevistados em uma pesquisa independente conduzida pela marcaacharam o comercial com Sweeney “atraente”. A marca ainda destacou que parte da arrecadação será destinada à prevenção da violência doméstica — e que qualquer polêmica além disso “não está conectando com a pessoa comum”.

A campanha foi exaltada por Trump na rede Truth Social, onde chamou o anúncio de “hot” e comemorou o sucesso das vendas. “As calças jeans estão voando”, escreveu o presidente, empolgando ainda mais os investidores. As ações da American Eagle dispararam.

Ao mesmo tempo, o rosto e o corpo de Sydney viraram símbolo de um novo debate estético que domina a cultura pop: a direita quer de volta os padrões de beleza clássicos — e acusa a esquerda de tentar promover deliberadamente o “feio” como ideal. Para esse grupo, a beleza voltou a ser uma forma de protesto. Isso inclui defender modelos, atrizes e personagens que expressem sensualidade, feminilidade ou atributos tradicionalmente vistos como “hot”.

Esse conflito se espalha: nos EUA e no Brasil, já há campanhas criticando propagandas com modelos acima do peso, personagens considerados “feios” em filmes, ou elencos escalados por critérios de diversidade forçada. Casos como o da atriz de The Last of Us (Bella Ramsey) são constantemente citados por críticos que afirmam que a “nova estética” não representa mais o público — e sim uma elite ideológica.

Enquanto parte da imprensa tenta cancelar Sydney, o mercado e a opinião pública parecem já ter escolhido um lado.

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