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A consultoria está perdendo força — e pode colapsar

Peter Thiel prevê crise no setor de consultoria, enquanto críticas a firmas como McKinsey se multiplicam. O modelo, antes símbolo de prestígio e eficiência, agora é visto por muitos como ineficiente, redundante e até nocivo para empresas.

Bruno Richards 12 Jul 2025
Consultoria virou problema — não solução

Consultoria virou problema — não solução

A indústria da consultoria, por décadas considerada essencial para empresas em transformação, pode estar caminhando para um colapso. Essa é a visão de Peter Thiel, investidor bilionário e cofundador do PayPal. “Se consultoria fosse uma ação, eu estaria vendendo a descoberto agora”, declarou.

Thiel e outros críticos apontam que o modelo atual não gera mais valor como antes. Nos anos 80, firmas de consultoria como McKinsey e Booz Allen foram importantes na era das aquisições corporativas e reorganizações. Mas o cenário mudou. Integrar culturas, cortar custos e mostrar eficiência aos acionistas não se traduz, hoje, em resultados concretos.

Muitas críticas vieram de dentro: um ex-executivo da Fortune 25 afirmou que, em todas as empresas por onde passou, a entrada da McKinsey significava cortes de bons funcionários, mas sem ganhos de eficiência. “Eles afundavam o processo”, disse.

Outro ponto polêmico é o uso de consultorias como “seguro corporativo”. CEOs contratam empresas como McKinsey para se protegerem: se o projeto der errado, a culpa recai sobre os consultores, não sobre a liderança interna.

Mesmo com alguns projetos relevantes, como os realizados pela Booz Allen no governo dos EUA, a percepção geral se deteriora. A crítica é que muitas entregas são genéricas, caras e voltadas mais para o marketing da consultoria do que para o real progresso do cliente.

À medida que empresas exigem mais resultados e menos apresentações de PowerPoint, a era de ouro das consultorias parece se esgotar. E uma grande correção pode estar a caminho.

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